
Leão
Moysés Zagury
Leão Moysés Zagury,
nasceu em 1954 no Rio de Janeiro. Inicia sua atividade literária
na fase da adolescência, escreve poemas; todos inspirados nos
grandes da literatura universal. Posteriormente, lança em
Macapá o primeiro livro "Ciranda Matinal" em 1991; o
livro é bem aceito nos meios literários, bem como na imprensa.
A citada aparição o leva a melhorar suas produções em busca
de uma melhor definição poética. Logo, ele fará o segundo
livro de poesias intitulado: Cidade Sem Rosto, o livro em fase de
preparação desperta interesse da Doutora em Literatura Gedite.
Ela escreve algumas notas a respeito. Tudo isso, é parte do
prefácio.
Leão é hoje membro da Associação dos Escritores Amapaenses,
escreve em vários jornais, além disto, participa de projetos em
vídeo. Participa intensamente em conjunto com a APES em vários
projetos. Um deles foi o Projeto Raízes, lançado no ano
passado.
Veja também análises literárias de Leão M. Zagury no Crônicas
e Contos
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| Ciranda
Matinal O clic-clac bate o vento, vento bate. O
tic-tac, tic-tac Clic-clac Ôuu... Ôuu... Ôuu... Ôuu... Clic-clac |
| Nascimento |
| O poema |
| debate-se por existir. |
| Existir! |
| Inicia-se um sonho, uma luta. |
| O herói das palavras, |
| a poetar burila-o |
| A caneta àvida, |
| desvirginando o papel, |
| imprime traços, |
| vigor, |
| forma, |
| vida! |
| Em busca da Paz |
| A humanidade caindo se levanta, |
| desesperada e apaixonada, sem |
| ver quem foi. |
| Irracionais, beberam o sangue |
| do cordeiro naquele |
| vinte e cinco de dezembro |
| O sacrifício é o disfarce |
| para o crime efetuar-se |
| dia após dia. |
| Fantasmas apresentam-se, |
| amedrontando todos nós. |
| Fantasmas internos, problemáticos, |
| insaciáveis pelo medo da vida, |
| perseguem-se implacáveis. |
| Pseudo-sábios, logo dizem, presunçosos: |
| É a loucura, que loucura! |
| Mas quem tem o pedaço |
| do pão do Amor |
| no coração? |
| Um dia, celebraremos o Natal dentro |
| de cada um, sem erro ou medo |
| de amar. |
| A festa estará completa |
| cheia de graciosidade fraterna. |
| A paz virá sentar-se num imenso |
| jardim sossegado. |
| Natal, invada os corações |
| necessitados dos poderosos, |
| toca-lhes num sopro bondoso, |
| balsamizando nossas chagas, |
| para amarmos |
| o próximo como Ele nos amou. |