
PARTICIPAÇÃO DOS VISITANTES:
Voltei, finalmente estou de volta.
Após um longo tempo estou aqui de novo.
Fui a lugares longes, lugares diversos.
Andei pelo mundo, conheci pessoas, animais, seres estranhos e peçonhentos.
Um vasto mundo ví, um mundo intrigante e ao mesmo tempo simples e comum.
Somos seres insensíveis, a nossa natureza a cada dia se perpetualiza podre, pobre e suja.
Não sabemos mais o que é amar o próximo, vivemos da cobiça e do dinheiro que somos escravos.
Uma maneira já não há para continuar-mos ignorando estes fatos. Temos de mudar !!!
Temos de escrever uma nova história, com soluções para este pobre mundo, pequeno mundo, no qual somos aprisionados.
Espero que, um dia, tornemo-nos mais compreensivos e humanos. Pois continuamos sendo, a cada dia que passa, animais...
Seres estranhos, podres e peçonhentos...
Wlady "O Poeta"
Wladimyr (o poeta) Videira <wladimyr@globo.com>
Nilópolis, RJ - Brasil - Sunday, April 21, 2002 at 19:04:11 (BRT)
Éramos pequenos e puros, e o mundo a nossa frente se abria, dando início a caminhos que nos separavam. Mas carrego em mim a imagem daquela menina loira que um dia segurei a sua mão e juntos caminhávamos pela calçada. Nunca mais a vi, um dia quando estava em um ônibus coletivo, deparei com uma bela moça, que sem querer olhei nos olhos dela e ela deixou-me ver dentro de ti uma garotinha que um dia segurei as suas mãos ao passear pela calçada. Nunca mais a vi, não tive coragem de perguntar se ela seria quem pensei que fosse. Desci do ônibus e nunca mais a vi. Seria aquela bela moça aquela menininha que um dia amou aquele eu meniniho. Se você está por ai me mande um sorriso... Um brilho em seus olhos ei de me ver em ti...
Reinaldo <reioliver@uol.com.br>
Campo Grande, Mato Grosso do Sul - Brasil - Saturday, March 30, 2002 at 03:38:33 (BRT)
Éramos pequenos e puros, e o mundo a nossa frente se abria, dando início a caminhos que nos separavam. Mas carrego em mim a imagem daquela menina loira que um dia segurei a sua mão e juntos caminhávamos pela calçada. Nunca mais a vi, um dia quando estava em um ônibus coletivo, deparei com uma bela moça, que sem querer olhei nos olhos dela e ela deixou-me ver dentro de ti uma garotinha que um dia segurei as suas mãos ao passear pela calçada. Nunca mais a vi, não tive coragem de perguntar se ela seria quem pensei que fosse. Desci do ônibus e nunca mais a vi. Seria aquela bela moça aquela menininha que um dia amou aquele eu meniniho. Se você está por ai me mande um sorriso... Um brilho em seus olhos ei de me ver em ti...
Reinaldo <reioliver@bol.com.br>
Campo Grande, Mato Grosso do Sul - Brasil - Saturday, March 30, 2002 at 03:38:24 (BRT)
Beijo
Teu beijo
É sopro
em meu fôlego
afogado por tua água
que me sacia
Claudia Azevedo
http://communities.msn.com.br/claudinhahomepage
Claudia Azevedo <claudinha_azevedo@hotmail.com>
Fortaleza, CE - Brasil - Thursday, February 21, 2002 at 05:11:10 (GMT-2)
Criatura
Passeando pela rua
Vejo a moça
Sob a Lua
De vez em quando
Toda nua
Sai andando essa moça
No seu corpo que flutua
Dentro da saia curta
Que usa essa moça
Será que ela me escuta?
Quando seu sorriso desperdiça
Será que alguém lhe pergunta?
Se ela sente preguiça
Nos seus olhos de vida noturna
No seu passo sem pressa
Será ela uma pintura?
Será que chora por uma promessa?
Será que ela tem cura?
Será que quebra como louça?
Quem será essa criatura?
Que no espelho chamo de moça
Rebecca Navarro <rebecca@ensaiossobreaterra.com.br>
São Paulo, SP - Brasil - Friday, February 15, 2002 at 16:47:41 (GMT-2)
Quero a paz do teu sorriso
A dor do teu peito sofrido
O amor de sua alma perfeita
O arrependimento do seu coração apertado
Quero o perfume que exala de ti
O teu medo mais intimo
A tua felicidade explicita
E tua tristeza perdida
Quero tudo que venha de ti
Embora não mais acredites
Dorme e sonha comigo
Te protegerei de todos os perigos
Só quero te amar
E pra isso não preciso da tua permissão
Maior felicidade não há
Que te ver sorrir
Te ver sonhar
Ou melhor, poder os teus sonhos realizar!
Esse é meu único desejo
E pra isso não preciso da tua permissão
Não quero pensar se é certo ou errado
Se verdade ou mentira
Quero apenas sentir
Sentir a paixão me invadir
O amor se apossar de mim
Já não me pertenço mais
E gostaria que você me seguisse
Como um dia já fizeste
Queria não recuperar o tempo perdido
Porque isso é impossível
E sim recuperar um sentimento perdido
E pra isso não precisamos voltar no tempo
Só precisamos de amor
Amor como antes
Como aquele que nos arrebatou
Aquele que nos abriu o céu
E que nunca irá se acabar
E para que ele volte como antes
Só precisamos procurar
Mas se não quiser
Eu só quero te amar
E para isso não preciso da sua permissão.
Mateus Medina <willian_shakespeare@hotmail.com>
salvador, bahia - Brasil - Wednesday, November 14, 2001 at 02:49:48 (EDT)
O nascer do poeta
Como todos o poeta nasce nu e a chorar
Mas cresce; depressa aprende a dizer mãe
Mamã quero mama, vai a abraçar e beijar
Pensa muito; mas é muito curioso também
Depois as palavras nascem de surpresa
Com um olhar, uma vós rouca a balbuciar
As palavras fazem frases amorosas, beleza
Como aprende ninguém sabe, talvez sonhar
O mundo cheio de maravilhosas poesias
Sentimentos; espelho que o anima e conduz
Encruzilhadas, só ele as conhece, cruza, ao dia
Pontos mais escuros, ilumina-os com sua luz
Poeta nasce para o azul do céu, mata a solidão
Faz a noite mais luarenta; daí nasce a saudade
O sol brilha a chover; a noite tem mais escuridão
Sem asas atravessa mares; em busca da liberdade
Nasce o poeta para a eternidade, não teme a morte
Quantas vezes o poeta diz desdiz, na sua poesia
Procurando a verdade, até que encontre seu norte
O poeta leva o alem no seu olhar, sorriso e alegria
Muitas vezes já velho, mas nasce um poeta, nasceu
Mas o que ele tinha de poesia não queria perde-la
O sentimento de amor, de familia, sabia que era seu
A luz demorou a chegar, luz de poesia de sua estrela
Por armando.sousa@sympatico.ca
Julho 23 de 2001
armando sousa <armando.sousa@sympatico.ca>
Toronto , ontario - Canada - Wednesday, October 10, 2001 at 23:17:14 (EST)
O sol que me aquece
E me tem dourada
Na praia
Deitada
Naquele destino
Que me dei
De te querer
Na lua virgem
Do meu sentir
Na tarde quebrada
Por teias
Encadeadas
Em pontos de luz
Onde te tenho
Preso
Na minha arte
De aranha encantada
Por te querer
Já tanto
Ainda agora
Que te encontrei
Maria Araujo <luisa_proenca@hotmail.com>
Lisboa, Portugal - Tuesday, October 09, 2001 at 15:49:36 (GMT)
Rio que passa
Olhar fixo,
Ali Parado,
Não acredito!
Rio que no passado,
Com águas claras e límpidas ,
Tornou-se Depósito.
Sapatos, Roupas e chapéus,
De diversas marcas, épocas e tamanhos.
Embalagens plásticas e metálicas,
Produtos alimentares e embelezadores,
Estimuladores e Outros.
Propagandas rasgadas, rádios, Tvs e computadores.
Brinquedos esfacelados, partes de aparelhos eletrodomésticos e etc.
Aos poucos percebo uma moldura.
E nesta moldura um retrato.
Sim, Sou eu?
Ou apenas um reflexo.
No meio da lama,
De dejetos orgânicos e inorgânicos,
Como pude reconhecer-me?
Mas claro,
Ao ver através da imagem ilusória,
Além do imaginário,
O que passou?
Memória fútil e dispersa de clara logo escurece.
Começa a chover, chover e chover muito.
Tudo o que ali se encontrava,
Foi levado pela fúria da correnteza.
Desaparece o meu retrato,
Mas fica a moldura com seu reflexo,
Que se tornou “o eu eterno”.
Pedro Anjo Filho
Pedro Anjo Filho <anjo@compubras.com.br>
Foz do Iguaçu, Parana - Brasil - Friday, June 01, 2001 at 13:18:24 (EST)
LEVO A VIDA
mochiaro 2001
Levo a vida
de forma
coordenada,
metódica.
Foi assim
que me ensinaram.
Ou melhor,
foi assim que aprendi.
Levo a vida.
Cumpro,
realizo.
Mas...
A vida é um conjunto
de fatores e,
entre esses fatores esta o ser,
o humano,
assim parece.
O ser
que por ser
deveria ser:
Especial.
Admirado.
Retratado.
Guardado.
A vida que levo
esta inserida na comunidade,
na sociedade,
na família,
na parceria,
nas amizades.
Levo a vida.
Percebo num momento de reflexão,
que a vida me levou
e nada registrou,
de tudo de útil e sincero que até então firmei
Destruíram
Destroem
É o Ser,
é o Humano;
que tal e qual:
Aproximam.
Apresentam.
Relacionam.
Sugam e fartos
Partem.
É o Humano.
É o Ser.
A vida planejada,
passada,
transforma-se num jogo.
Sorte e azar se mesclam.
A roleta gira.
Desejos se apimentam.
quando se precisa.
De objeto inicial,
procurado,
utilizado,
esquecido
Ao objeto final,
arquivado.
Bom!
Ótimo!
No momento da servidão.
Quem?
Qual?
No momento individualista.
A roleta gira.
Somos peças em um jogo;
a devorarmos
a devorar-nos
Levo a vida,
ou melhor,
hoje comercializo
a vida.
JCmochiaro <mochiaro1@hotmail.com>
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - Brasil - Saturday, April 21, 2001 at 01:12:48 (EST)
IMAGINAÇÃO
Detei.
Em busca da luz.
Sonhei.
A luz clara e reluzente.
Azul? ... NÃO!
Verdes como as esmeraldas,
verdes como a natureza,
verdes como as águas profundas do oceano,
verdes como uma das cores de nossa bandeira,
verdes SIM como a preciosidade de seus olhos,
no contraste atrevido com sua pele morena.
Pedrita,
sei que não é o seu verdadeiro nome,
mas define uma pedra pequena,
miúda. delicada, sutil,
que guardo dentro do peito,
para que ninguém a roube de mim
mochiaro 2001
JCmochiaro <mochiaro@hotmail.com.br>
Rio de Janeiro, do Rio de Janeiro - Brasil - Saturday, April 14, 2001 at 21:39:39 (EST)
SÓ JESUS É A SALVAÇÃO
JESUS, meu bom JESUS
Eu sabia que podia confiar
Muito lhe pedi, e a fé
Foi quem salvou a minha amada
De orações em orações
Nos falamos de coração
Receba a minha gratidão
Neste momento, só emoção
Das Hóstias recebidas pelas mãos
De seu enviado, Oh! JESUS,
Com fervor e devoção
Foi o remédio da salvação
Ah! Meu bom JESUS
Filho de Maria e José
Só a fé me iluminou (BIS)
Hoje alegre e feliz estou
O brilho voltou em nossas vidas
E se a vida nos conforta (BIS)
Por ser um Dom de Deus
Mais ainda à saúde
Restituída pelo amor do Senhor
Oh! JESUS, nosso Pai maior
Que o mundo seja assim
SÓ com fé e amor em CRISTO
Nossas vidas não tem fim
As pessoas se amando
Os povos se entendendo
Cultuando o amor maior
Do Divino Espírito Santo
Meu espaço é Só de Deus
Divulgar a sua OBRA
É o meu maior prazer
Enquanto aqui viver
Pai nosso que estais no Céu
Santificado seja o vosso nome (Fala)
Assim na terra como no Céu
Livrai-nos todos do mal Amém
Ah! Meu bom JESUS
Filho de Maria e José
Só a fé me iluminou
Hoje alegre e feliz estou
Só Jesus é a salvação
Do corpo e da alma
Faça a sua oração
E o receberá em devoção
Iluminado vai estar
E verá a solução de seus problemas
Tenho certeza, peça e
Faça por merecer
Ah! Meu bom JESUS
Filho de Maria e José
Só a fé me iluminou
Hoje alegre e feliz estou.
ITAMAR UBALDO DE CARVALHO <itamarubaldo@zipmail.com.br>
BELO HORIZONTE, MG - Brasil - Sunday, April 08, 2001 at 21:53:01 (EST)
SONHO IRREAL
Do que vale a terra, se o mundo se acabar,
De que vale a noite, se não posso festejar
Quem irá sobrar, se o mundo se acabar?
Quem irá sobrar? Sobrar, praquê,
se não há, com quem falar
Quem vai me cuidar
Se o mundo se acabar?
Pra que esperar
Se eu posso aproveitar
Nesses tempos últimos
O amor há de ficar
O mundo é uma ilusão
Todos vão se apagar,
Sem luz e sem água, pra se sustentar
Se o fogo apertar
Quem vai me cuidar
Se o mundo acabar?
O que vai sobrar
Pra eu aproveitar?
Doença, não haverá
A quinhentos graus,
Micróbios não terá
E a minha banda, como vou tocar
Se só eu para cantar?
Sei que vou ficar, e o que restará
O velho surgirá, para o novo, recomeçar
E a vida? a vida não irá se limitar
Onde o fim do mundo não se acabará, e
Ningúem, ninguém sofrerá
Quando eu me acordar
Deste sonho irreal.
ITAMAR UBALDO DE CARVALHO <itamarubaldo@zipmail.com.br>
BELOHORIZONTE, MG - Brasil - Sunday, April 08, 2001 at 21:49:25 (EST)
OUTRO MUNDO É O SEU HABITAR
Era de se esperar
Que um dia você pudesse entender
Que a vida não é assim
Não basta ser bom
é preciso mais do que isto
Você é semente
Arvore frondosa ainda demora prá brotar
Mas se esforçar lá chegará
Sejas leal amiga e companheira
De nada se arrependerá
Enquanto nesta vida
Você puder ajudar
A todos que aqui estão
De passagem irão estar
Outro mundo te espera
E só lá você se perpetuará
Se a Vida nos encanta
Não se pode a ela se apegar
Se o espírito não é deste mundo
Outro mundo é o seu habitar
Todos os destinos
hão de se encontrar
Não importa quando
Pois os espíritos não tem idade
A toda passagem nossa
uma nova voz se levanta
Apagando o passado
Que um dia se fez presente
ITAMAR UBALDO DE CARVALHO <itamarubaldo@zipmail.com.br>
BELO HORIZONTE, MG - Brasil - Sunday, April 08, 2001 at 21:46:10 (EST)
ESCRAVOS DA HORA NA HORA DE AGIR
É fácil, de entender
Como nos tratam neste País,
Escravos da hora
Na hora de agir
Se terra não temos
Dinheiro também,
Salário, nem se fala
Se trabalho não há
Sem o nosso apoio
A lavoura não vai
Más isso não conta (bis)
Se da terra ocupada, não saio
Neste Imenso Pais, latifundiário
Se o espaço é livre
Das terras registradas
Nem um quarto é agricultável
De horário integral
Todo dia é normal
E, atividade no campo
Nunca foi a principal
Se quero trabalhar
Emprego não vou achar
E não vejo ninguém
Nas terras pra contratar
Se não tenho dinheiro
Como vou sobreviver
Se terra é cara
Pro sem terra comprar
Será que consigo,
Neste País, me realizar
Sossego não tenho
Se apoio não há
Meus filhos sem terra
E na beira da estrada
Perigo constante
O asfalto é o meu lar
Se direitos não há
Porque aturar,
Se Sem terra é gente (bis)
Só na hora de votar
De ônibus não ando
Se moro pra lá
Apé tenho que ir
Para qualquer lugar
Se Tudo é feito
Pra nos prejudicar
Confronto não há
Só amor, pra cultivar
A esperança, é nossa bandeira
E quem sabe um dia
O sem terra
Um pedaço de chão irá encontrar
O que resta então
É abandonar o discurso
E buscar uma solução
Pra essa gente de pé no chão
ITAMAR UBALDO DE CARVALHO
BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS - Brasil - Sunday, April 08, 2001 at 21:41:29 (EST)
NÃO DÁ, NÃO DÁ
Não dá, não dá
Não dá pra continuar
Isto não é vida,
Ver a vida passar
Estou sempre a imaginar
Que um dia a sorte irá chegar
Mas que dia mais longe
Quando é que vou ganhar
Jogo, jogo sem parar
Noite e dia fico a pensar
Em que jogo irei jogar
Se poupar será que vou ganhar?
Quantos anos se passaram
Muita grana eu joguei
Esperando a sorte grande
Pra ver ela passar
Quarteirões a distância
E la vai mais uma mão
Vivendo de ilusão
Sei que nunca vou ganhar
Já sonhei com todos bichos
Muita quadra eu bolei
Mas nenhum número
Até agora eu acertei
É um jogo de ilusão
Pensar que a sorte irá me contemplar
Quando se ganha dificilmente a riqueza vai chegar
De probabilidades todo jogo é de azar
Ah ! jogatina infernal
Eu só sei que vou parar
Vou tentar economizar
Meus trocados vou guardar
Não se sabe o amanhã
Muita coisa pode mudar
Se tiver recursos
Sofrimentos não vou passar
Propaganda enganosa
Meus neurônios não dão conta
Raciocínio fica lento
Eu só penso em ganhar
O sorteio é diário
Eu me encho de esperança
Mas depois que passa
É só desesperança
Por isso não vou mais jogar
Aguardar a hora certa
Se um dia tiver que ganhar
A sorte irá me encontrar
Não dá, não dá
Não dá pra continuar
Isto não é vida,
Ver a vida passar
ITAMAR UBALDO DE CARVALHO <itamarubaldo@zipmail.com.br>
BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS - Brasil - Sunday, April 08, 2001 at 21:36:43 (EST)
vsd sjkdjksdfhsd hlf gllfgl;jhfjgh fg;h ;fhfg
Luiz <teste>
teste, teste - Brasil - Wednesday, March 21, 2001 at 12:44:20 (GMT)
vsd sjkdjksdfhsd hlf gllfgl;jhfjgh fg;h ;fhfg
Luiz <teste>
teste, teste - Brasil - Wednesday, March 21, 2001 at 12:41:12 (GMT)
Jeito Lindo de Amar
Solidão, estado triste de ser!
Carinho, jeito alegre de ser!
Esperança, um modo simples de querer...
Amor! Jeito lindo de snetir, não de fazer!
Solidão, vem da falta, dói no coração!
Carinho, pode ser simples, vira canção.
Esperança, um somho ou uma ilusão!
Amor, é tudo isto, mas também é perdão...
Solidão, nos faz perguntar "o que fiz?"
Carinho, é uma palavra que alguém nos diz!
Esperança, um sonho que sempre quis...
Amor, ser capaz de fazer alguém feliz.
Solidão maltrata...precisa acabar!
Carinho, é ter alguém para conversar!...
Esperança, é ver o sonho se realizar!
Amor é entrega, alguém para compartilhar...
Este poema é parte integrante do livro "Portal das Ilusões" de Maria Sirlei Mendes Ney.
Interessados contatar: (053) 273-1313
Maria Sirlei Mendes Ney <Lroll@zipmail.com.br>
Pelotas, RS - Brasil - Thursday, February 15, 2001 at 21:13:59 (EST)
Ávida
Ávida por amor
me dei e te quis
mas não achei o calor
que me fizesse feliz.
Ávida por um colo
me expus e te inventei
mas achei apenas dolo
mais do que pensei.
Ávida por prazer
me entreguei e te busco
mas não fez por merecer
e acordei como de um susto.
Ávida por paz
me refiz e te encontrei
pois só você me traz
o amor, colo e prazer que esperei...
Isabelle Lindote <isa_row@hotmail.com>
Rio de Janeiro, RJ - Brasil - Tuesday, January 30, 2001 at 14:38:55 (EDT)
REGINALDO SABBADINI ,BARRA BONITA ,2001
A vida , pareçe , esmodecer.Peranbulando mais longe a cada dia . Perdendo -se dentro de mim. Nada importa ,ninguen mais.
Eu perdi o desejo de viver . Simplesmente
nada mais a dar .Naõ ha nada maispara mim.
Preciso do fim para me libertar. As coisas naõ saõ mais como costumava ser . Falta algo dentro de mim.Mortalmente perdido ,
isto naõ pode ser real .Naõ posso suportar este inferno que sinto .O vazio esta me preenchendo .Ate o ponto da agonia .A noite crese levando a aurora . Eu era eu mesmo, mas agora ele se foi . Ninguem alem de mim pode me salvar mas é tarde demais
Agora eu naõ consigo pensar porque deveria sequer tentar . O ontem parece nunca ter exitido . A morte me abraca com carinho ,
agora vou apenas dizer ADEUS ..........
REGINALDO.FADE TO BLACK ,METALLICA .
REGINALDO SABBADINI <reginaldo78@uol.com.br>
BARRA BONITA, SAO PAULO - Brasil - Saturday, January 06, 2001 at 01:23:44 (EDT)
REGINALDO SABBADINI ,BARRA BONITA ,2001
A vida , pareçe , esmodecer.Peranbulando mais longe a cada dia . Perdendo -se dentro de mim. Nada importa ,ninguen mais.
Eu perdi o desejo de viver . Simplesmente
nada mais a dar .Naõ ha nada maispara mim.
Preciso do fim para me libertar. As coisas naõ saõ mais como costumava ser . Falta algo dentro de mim.Mortalmente perdido ,
isto naõ pode ser real .Naõ posso suportar este inferno que sinto .O vazio esta me preenchendo .Ate o ponto da agonia .A noite crese levando a aurora . Eu era eu mesmo, mas agora ele se foi . Ninguem alem de mim pode me salvar mas é tarde demais
Agora eu naõ consigo pensar porque deveria sequer tentar . O ontem parece nunca ter exitido . A morte me abraca com carinho ,
agora vou apenas dizer ADEUS ..........
REGINALDO.FADE TO BLACK ,METALLICA .
REGINALDO SABBADINI <reginaldo78@uol.com.br>
BARRA BONITA, SAO PAULO - Brasil - Saturday, January 06, 2001 at 01:19:06 (EDT)
NUM DIA
Eu vi uma estrela luzir/vi também uma sereia cantar/É eu vi tudo isso/E mais/eu vi o que não se pode ver/O que não se pode tocar/Vi o amor brotar da rocha de um peito insano/vi sim!/vi sim!/e espero poder ver tudo de novo/um dia/um dia em que talvez eu esteja maduro/maduro para entender o significado do que vi/e poder repetir tudo de novo/quero viver ainda muito mais para ver/e quem sabe tocar?/sim eu vi e verei de novo/eu vi num dia / num único dia.
MOZART RODRIGUES SILVA JUNIOR <www.revistariaclube.cjb.net>
Uberaba, Minas Gerais - Brasil - Monday, January 01, 2001 at 21:50:47 (EDT)
INCASSAVEL
E quando qualquer voz ou canto/
calar-se sob gritos/ quando a guerra for e nem tiver mais por que ser guerra,/ quando o sol não brilhar/ quando as orlas pesadas do vestido da noite abater-se sobre um último e único raio de sol/a poesia cansada, turva, sem cor, voz ou som da vida real/ ainda encontrará ou construirá seu regaço; um poeta sempre sobreviverá.
Laura Nogueira
Laura Nogueira <lauranogueira@ioepa.com.br>
Belém, PA - Brasil - Wednesday, November 29, 2000 at 19:02:48 (EDT)
MULHER
A mulher que chamo minha por egoísmo
E chamo de amiga por pudor.
Ouço seu gemido na madrugada
Um sonho em minha cama por amor.
São exigências e renúncias.
São suspiros, na realidade.
E com lembranças de noites de loucuras
O meu pranto eu recolho por vaidade.
Então se ri, depois se chora
Ri-se do amor sem hora
Chora-se na partida a demora.
E na recordação comigo voou
A mulher que chama amiga para os outros
E a mulher que digo minha por amor...
Juçara Menezes <la.tigra@super11.net>
Manaus, AM - Brasil - Monday, November 27, 2000 at 22:20:04 (EDT)
Despedida
Quando o depois apagar o agora
Quando do hoje se disser outrora
No velho espelho do tempo
Tu serás um pensamento
Se a espada do destino
Ferir-te o coração de menino
Refaze-te novamente
Pra que eu nunca esteja ausente
Sei que em certo ponto da vida
É necessário dar a partida
Embora a voz de dentro não diga
Que é melhor que a gente siga.
Laura
Laura Nogueira <lauranogueira@ioepa.com.br>
Belém, Pará - Brasil - Monday, November 27, 2000 at 18:45:18 (EDT)
É ela !
Ela exala dissabores
atrasando um encontro com a dor.
Salvo os rastros confidenciais do desejo,
cismava do sossego das flores,
jurava com a escalada da solidão.
Santo ranço das nuvens cinzentas !
Santo pranto de sua inocência !
Indolência e temor.
É ela, é ela, que vibra nos destinos da noite assombrosa.
Vaga, vagueia, vaga-lumes e sons.
Desata em tremor com a friagem da lua,
despita odores do sossego da flor.
É ela, é ela, que canta a tristeza com a desatenção do luar.
É a noite sumindo
É o dia surgindo.
É ela, é ela, que triste chora !
Chora as lágrimas da manhã.
Do encontro marcado,
sozinha se vai
esvai o sonho
é hora do sol.
Neucivaldo Moreira.
Autor de "Enquanto as nuvens passavam"e "Eu profundo", livros de poemas.
neucivaldo moreira <tvsantarém@tap.com.br>
santarém, pará - Brasil - Tuesday, November 21, 2000 at 18:29:34 (EDT)
AS QUEIMADAS .
[5 Vendo DEUS que era grande a malícia do
homem sobre a terra , e que todos os pensamentos do
seu coração estavam continuamente aplicados para o mal ;
6 arrependeu-se de haver criado o homem sobre a terra .
E tocado de intima dor no coração , 7 disse :exterminarei
da face da terra o homem que criei
gênesis : 6 , 5-7
1
Oh que crime cruel comete o homem ,
ao tesouro vital que lhe foi dado ,
fonte de vida , que bem conservado
livra-lo ia dos males que o consomem ,
são florestas inteiras que se somem ,
a moto serras e fogo consumidas ,
cinzas provinda de milhões de vidas ,
cruelmente da terra erradicadas .
2
Ao olharmos a terra devastada ,
que tamanha explosão ali houvera ???
que mesmo sem deixar qualquer cratera ,
só deixara de resto a fumarada ???
que dor ver a floresta assim tombada ,
para onde irão os seres que a habitam ?
como serão pessoas que só fitam ,
lucro material , sem ver mais nada ?....
3
Não podem ser a feras comparadas ,
estas não por prazer destroem a vida ,
mas somente na luta por comida ,
em parâmetros da LEI por DEUS criada .
O homem no entanto não vê nada ,
quando por ímpia ambição movido ,
não vê que detendo a ação terá detido
o baraço , á prole condenada .
4
E na floresta já desvirginada ,
as moto serras com avidez movidas ,
fazem por léguas , assim serem ouvidas ,
como hinos da morte decretada
a mata , que espera ali calada ,
suas vozes que zumbem ,roncam , guincham ,
penetrando nos caules , que destrinçam ,
e transformando tanta vida em nada .
5
As árvores que ali são derrubadas ,
provocam sons tão tétricos e medonhos,
que nem talvez , no mais terrível sonho ,
pudessem ser tais vozes escutadas .
Contrastam com as outras tão caladas,
que acostumadas ao ciciar do vento
escutam agora o último lamento,
das irmãs que vão sendo executadas .
6
Calam se as aves , já mais nada brada ,
os pássaros já nas copas não voejam ,
e nesta vasta área não adejam ,
os ali faziam sua morada .
O som da morte paira , e ali mais nada ,
além da própria morte já habita ,
e o homem que executa esta desdita
tripudia da vida derrotada .
7
Já após ser a área devastada ,
deixam-na crestar ao sol , que ali dardeja ,
raios de puro fogo , e desverdeja
por três meses a mata ali prostrada.
Ansiando o fim da empreitada ,
finalmente após fazer aceiros ,
vem os homens cruéis , “os açougueiros “ ,
chegam um fósforo a macega , e o fogo brada .
8
Do corpo da macega ele se espalha ,
penetrando na mata ali caída ,
por três meses de sol tão ressequida ,
que terrível se alastra como em palha
Transforma-se em labaredas e amortalha
todo animal que para ali volvera ,
e com o tremendo caos os envolvera
transformando-os em cinzas de fornalha .
9
Os troncos a queimar ,zunem , assobiam ,
como o desesperado grito de uma prece ,
como se a seiva que em si houvesse ,
fosse restos de vida que teriam
e que o som que então , ali enviam ,
fossem alertas aos homens que perpetram
crime hediondo , e que assim encetam ,
viagem ao próprio fim que enunciam .
10
Sobem as labaredas , e ao céu clareiam
num imenso rubor que ao longe ver-se .
como se o próprio céu fosse acender-se
na maldade dos homens que as ateiam ,
e a oblação na pira que incendeiam
fosse por DEUS ali indeferida ,
pagando os homens com a própria vida ,
o preço vil do mal que ali semeiam .
11
Estalam os galhos secos , e as folhagens ,
tostadas pelo sol são consumidas
com rapidez de pólvora , e reduzidas
a fino pó levado nas aragens .
nos aceiros da roça , ali na margem ,
a aba da floresta é atingida
e árvores gigantescas , ainda em vida ,
são pelo fogo ,em pé , ali crestadas .
12
As labaredas rodopiam aos ventos
por centenas de metros assim subindo ,
e velozes , avançando , vão-se indo
a cobrir toda área em momentos ;
conseguem-se imaginar todos tormentos ,
que o escrito mais maniqueísta
e Dantesco que haja , não registra ,
e ouvir-se toda classe de lamentos .
13
Choram ali os vergéis que se consomem ,
chora o vento que ao fogo ativa e alastra ,
chora o clarão da chama que alabrastra
e a noite ; e a escuridão que ante êle somem ,
choram as chamas que aos troncos lambem e comem,
de desespero o próprio fogo chora ,
na tremenda aflição daquela hora ,
lá todos choram , só não chora o homem .
14
Ah ; que torpeza , quanta ignorância,
deste ser racional que se intitula
o mais sábio dos seres , e se rotula
de ser superior ;quanta arrogância .
talvez até que na primeira infância ,
assim o fosse , mais ali deixara ,
toda bondade que de DEUS ganhara
agindo agora em pura discrepância .
15
OS HOMENS seres maus e abjetos ,
que só poluem , corrompem e desvirtuam ,
e em toda área da terra onde atuam
sacrificam a paisagem aos seus projetos ,
e embora existam ainda uns poucos retos ,
poluem os rios , os mares e o próprio espaço ,
e a terra que os abriga em seu regaço
Um dia OS AFOGARÁ em seus DEJETOS .
Francisco Egidio Aires Campos <megidio@amazon.com.br. www,secrel.com.br/jpoesia/feacampos.html www.nguerra.com.br/megidio>
Belém, Pará - Brasil - Tuesday, October 10, 2000 at 20:23:15 (EST)
“Imagine se pudéssemos unir alguns pedaços de felicidade. Unir duas das três coisas que mais gostamos de fazer. As que mais alegria nos fazem sentir. Precisamente a segunda e a terceira. E a partir deste instante, pela união destas, não houvesse nada mais importante que isto. Unidas as duas, estariam por encobrir a maior delas. E por um segundo haveríamos de esquecê-la. Imagine!!! Difícil tarefa. Pior, se destas duas, a primeira fosse parte essencial, sem a qual não existiriam ou perderiam o sentido. Talvez nos sonhos minha querida atriz. Atriz?! porque do primor dos encontros, só me resta a alusão ao mais belo dos atos. Aquele incansavelmente encenado, e que tantos sentimentos verdadeiros faz ressurgir na platéia. A mim, fica o consolo de ter como maior das felicidades a tua presença, que em nenhum momento eu ei de esquecer.”
(Cássio Henke)
Cássio Henke <cassiohenke@via-rs.net>
Erechim, RS - Brasil - Saturday, July 15, 2000 at 16:57:44 (EST)
CONSUMAÇÃO
A Ivan Junqueira
O fogo que incendeia o corpo
arde nos flancos derrotados,
faz da esperança, em tom fosco,
não tingir o coração alagado,
dum lodo espesso, viscoso,
misto de resto e pecado
cintilando como óleo pesado,
sangue de talha, hirto, defeituoso.
O combustível que não cessa,
fósseis da ilusão e do fracasso,
alimenta e refaz a peça
gosma a gosma, braço a braço,
e não há Deus, ou pretenso
recurso que se livre o bagaço
deste consumo intenso,
nem a Sísifo de seu cansaço.
O mistério de algum mundo
quando o pó for pulverizado
recai no breu sem fundo,
surdo, oco, teso, calado,
onde gritos são perdidos,
nenhum profeta anunciado;
onde tudo, um nada contido,
e o nada, um caminho fechado.
( Marlos Degani )
Marlos Degani <marlosdegani@zipmail.com.br>
Nova Iguaçu, RJ - Brasil - Wednesday, May 31, 2000 at 09:25:02 (EST)
SAUDOSAS SENSAÇÕES
Não sei o que me dá quando você passa,
um tremor, lívida sensação de brancura
dessa dupla falta, a do ar e a sua:
explosão de beleza, volúpia e graça,
dessas curvas doces, um novo jasmim,
desconhecido como essa praça,
que fiz cenário para vê-la quando embarca,
numa viagem de desejos sem fim.
Não sei o que me dá quando você vem:
se loucura, êxtase ou algum conflito,
se minha razão, para o mal ou bem,
mantém você às bordas do infinito,
roubando-me o que a mim mais importa:
a tranqüilidade do céu mais bonito,
as nuvens da noite e da aurora,
o outono e esse meu viver corrido.
Não sei o que acontece quando você vai,
se toda a forma construída se distrai
num trôpego soluço que se esvai
dessa saudade imensa que não sai,
nem por decretos presidenciais,
nem por súplica dos ancestrais:
é força vinda dos mistérios universais,
que insiste, que não quer voar jamais.
( Marlos Degani )
Marlos Degani <marlosdegani@zipmail.com.br>
Nova Iguaçu, RJ - Brasil - Wednesday, May 31, 2000 at 09:19:24 (EST)
Definir o caminho
que se escolhe:
sempre, para o mais perigoso,
é que se corre.
Marlos Degani <marlosdegani@zipmail.com.br>
Nova Iguaçu, RJ - Brasil - Wednesday, May 31, 2000 at 09:13:54 (EST)
(DO MEU LIVRO "O CÉU É VERTICAL")
DOMINGO É COMO OUTRO DIA QUALQUER /
COMER MACARRONADA /
OU COMER NADA / SE NADA TIVER
OSWHALDO ROSA <oswrosa@uol.com.br>
SÃO PAULO, SP - Brasil - Friday, May 26, 2000 at 03:32:36 (EST)
BRISA EM CORPO
Serei algo suave;
Passarei sem pedir;
Rapidamente sentirei,seus mais íntimos segredos;
Percebendo-os;
Livres com arrepios incontrolavelmente delirantes;
Assim farei uma invasão penetrante;
Em todo seu corpo insinuante;
Escaparei subitamente, feito brisa estonteante;
Terei o cheiro de seu corpo,como brisa desejante.
(Renata Berlófa)
Renata Berlófa <renatinha@netsite.com.br>
Ribeirão Preto, S.P. - Brasil - Monday, May 01, 2000 at 04:33:26 (EST)
Movimentos
Hoje me envolvi em um embalo
Um tanto sensual
Meu corpo acompanhava movimentos
,parecidos como os das marés,em mim
um luar reluzia,despercebidamente eu
me envolvia,mas agora em altas ondas,
Próximo ao cais ,começando a se ancorar
Em gritos serenos,que escoavam nos
extremos ,até que não mais precisei
Estava toda em sereno conjunta com o
moreno raio que me apareceu...
Você!!!
AUTOR: Renata Berlófa
Renata Berlófa <renatinha@netsite.com.br>
Ribeirão Preto, S.P. - Brasil - Monday, May 01, 2000 at 04:31:15 (EST)
BEIJANDO COM AMOR
Vêm que te espero louca;
Estou cheias de vontade
e saudades de te ver;
Quero tanto poder me aproximar de você
Lentamente poder te olhar e dizer o
tanto que te amo e para poder te comprovar,
me aproximar bem de mansinho
e me envolver aos pouquinhos em seus lábios
em uma introdução lenta e amorosa,
pois nada melhor que um beijo de amor
para poder comprovar todo meu calor interno
batendo em meu corpo
em rítmos cheios de intenções
bem próximas de acontecer...
AUTOR: Renata Berlófa
Renata Berlófa <renatinha@netsite.com.br>
Ribeirão Preto, S.P. - Brasil - Monday, May 01, 2000 at 04:29:24 (EST)
BATE - PAPOS-
Quem algum dia,
que ao se conectar,
em sua primeira vez na net,
não entrou em uma sala de bate-papos virtuais?
- Quem também não se entregou
em uma destas salas
aos encantamentos,
envolvidos de desejos,inseguranças e ingenuidade?
- Quem não amou alguém de uma destas salas
e em sua sinceridade,
acreditou de verdade na reciprocidade?
- E quem,
que quando já estava certo e fiel a este amor
que se iniciou em uma destas salas,
enfim iria se tornar realidade?
- E quem quando voltou,
apenas para confirmar
o que logo se tornaria real,
espantou-se ao ver o seu ''nick-amado'',
por tanto idealizado,
na mesma sala,
porém,
de tão ousado,
já estava ambientado
com outra pessoa
que naquele momento havia conhecido?
- Quem que, de maneira tão espantada,
não soube disfarçar,
meses de trocas reservadas,
confissões nunca reveladas,
esperanças de que seria enfim amada,
se trincando em milhões de cacos e confusões medrosas,
do perigo já presente,
e estremeceu de angústias e revoltas?
- Mas, quem também, mesmo depois,
não tentou voltar,
mesmo desconfiante
e sem menos esperar,
acabou-se por se encontrar
uma pessoa que se fez apaixonar,
só que destruiu barreiras virtuais,
salas,
traumas
e apareceu ao seu encontro
sem ao menos você esperar?
- Pois é,
quem foi este anjo,
entre tantos ''nick's'',
que hoje ao seu lado está
e você agora ,
pode tocar,sentir e ainda comentar,
que pessoas,''nick's'',
são realmente englobados,
por idealizações nossas ou dos próprios,
mas que isto,
ocorre não só na empolgação virtual,
assim como também na real?
- E quem diria hoje,
escrever em rede virtual,
ao seu querido amor,
o que um dia passou,
antes de se dar uma segunda chance para amar,
ele de virtual a se tornar real?!
Renata Berlófa
Renata Berlófa <renatinha@netsite.com.br>
Ribeirão Preto, S.P. - Brasil - Monday, May 01, 2000 at 04:28:01 (EST)
MEIAS DE SEDA
Meias de seda,
coloco as de cor
preta,elas acentuam
mais minha pele clara
sei que você irá gostar...
Uso um perfume,
que se mistura
com meu próprio
cheiro,com este você
irá delirar...
Prendo suavemente
os cabelos,sei que gosta de ver meus ombrosnus,e logo poder soltar
meus loiros cabelos,o vestido em seda,interfere
em meu corpo,com minhas curvas,
deixando seus olhos ansiosos ao
tentar visualizá-lo...
Enfim,vamos então sair,
pois colocarei só os sapatos
com saltos fininhos,demasiadamente
delicados...
Você se aproxima,me envolve
pela cintura e delicadamente,
vai descendo em mim,com suas
mãos fortes e coloca magicamente
os sapatos em meus delicados pés
e me responde balbuciando,que
sairemos,mas para outro confortável
ambiente,de maneira caliente,
onde nós estaremos com exclusividade
de nos tornarmos ''únicos''
simplesmente!
*Renata Berlófa*
Renata Berlófa <renatinha@netsite.com.br>
Ribeirão Preto, S.P. - Brasil - Monday, May 01, 2000 at 04:25:08 (EST)
/. Passo a passo ./. Passa ./. Pássaro ./. - Passatempo ./. Passa ano ./. Passou Ana. ./
Marcelo Silvério <profmarcelo@ig.com.br>
Itapetininga, SP - Brasil - Friday, April 21, 2000 at 22:47:05 (EST)
Onda do amor
Fonte
Fonte fevereira
Que morre no mar azul
Lá, debaixo da Cruz do Sul
Tão ligeira
Amo
Amo e não me canso
De navegar e chorar sem fim
Em tuas lágrimas, sorrir assim
Daquele jeito manso
Mãos
Mãos amigas no meu rosto
Aliviam minha dor, meu cansaço
Energizam a vida, num abraço
Uma alma de Agosto
Beijos
Beijos que nada são e nada pedem
Néctar de um sonho alado
Vozes cristalinas do Eu calado
Dançam nos lábios, flores do Éden
Paz
Paz que rasga o silêncio infindo
De um olhar sem uma voz
De um coração meigo, feroz
Aguarde...a onda do amor vem vindo !
13.02.2000
Jean-Pierre Barakat <jpbarakat@uol.com.br>
Taguatinga Norte, DF - Brasil - Sunday, April 16, 2000 at 17:35:19 (EST)
O Pranto
O pranto lavou teu sorriso
Seu canto amansou as trevas
E um novo dia amanheceu...
A dor doeu, mas passou
A dor doeu, mas afogou-se
No rio infinito que morre
E renasce no vasto mar...
O pranto lavou teu sorriso
Seu canto amansou as trevas...
Os galhos tristonhos brotaram
E os pardais trouxeram a visão
Daquele mundo perdido no momento
Do lamento fugaz, do sonho de paz
Que o coração conhece e alimenta...
O pranto lavou teu sorriso
Seu canto amansou as trevas...
E na emoção do amanhecer
As pétalas retiveram teu orvalho...
E a vida gritou mais uma vez.
26.02.2000
Jean-Pierre Barakat <jpbarakat@uol.com.br>
Taguatinga Norte, DF - Brasil - Sunday, April 16, 2000 at 17:32:22 (EST)
És a razão da vida
Tu és tão bela, onde estais cravada entre nós. Quem sabe as praias do mar - grosso espelham a grandeza. Quem sabe um dia, alguém reconheça de fato o teu valor. Por enquanto és apenas a cidade dos sonhos de uma criatura que só pensa em te exaltar. Tu que foste tão grandiosa no contexto desse Brasil gigante, agora és somente aquilo que teu povo elegeu. Não chores, porque tuas lágrimas não encherão os açudes de gente humilde que se serve da fonte da carioca, quem sabe o reservatório de tuas emoções. És o morro da glória, estátua, pedra do frade, farol de Santa Marta e ainda a própria história. Sua gente ainda espera e vive de ti. Pouca gente entende e é digna de teu passado. Poucos exploram o que deveria ser mostrado. Cada um de nós te vê de um jeito especial, mas pouco de nós enxergamos onde fomos fatal. Diante de sua natureza, quase nada fizemos, quando muito até destruímos. Tu és linda, linda, como nunca ninguém foi. Agora só falta o reconhecimento, o que para ti pouco importa, pois és a própria razão da vida do povo lagunense.
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Monday, April 03, 2000 at 21:12:09 (EST)
Do outro lado da vida
Muito se lê e se ouve falar sobre o assunto, mas nada de certeza
conseguimos retirar de tudo isto que ouvimos e lemos durante nossas vidas. Cada religião coloca o tema de acordo com suas convicções e de certa forma conveniência. Na verdade existe um mistério que por mais que as religiões tentem explicar, fica sempre alguma dúvida que por conta dela continuamos na estaca zero. Nos perguntamos de onde viemos? Para onde vamos? Explicações existem para todos os gostos e convicções religiosas. Mas a verdade onde buscar? Na morte o que acontece com o espírito? Será que na verdade existe espírito?
A bíblia o maior "best - seller " de todos os tempos, nos coloca ainda mais em dúvida na sua ambigüidade de interpretação. Procura- se explicações para tudo, a fim de encontrarmos o sentido da vida. Quando não encontramos isso, cria-se dentro de nós um vazio. A fé, talvez seja na verdade algo que temos dentro de nós que precisa de mensagens positivas e com isto seja ativado algum dispositivo para encontrarmos a tão sonhada felicidade. Ou será a morte o final de tudo ? Sabe-se muito pouco acerca do outro lado da vida. Persiste um mistério e quem sabe ele é que ainda nos impulsione a continuar vivendo. E a discussão continua...
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Monday, April 03, 2000 at 21:07:55 (EST)
Confio na sua bondade.
A ansiedade tomou conta de mim. A amargura chegou e não quer sair. Fico triste a toa. Choro fácil, qualquer coisa me emociona. Quando vejo alguém sofrendo então é o fim. Preciso urgentemente me alegrar, preciso acreditar que tudo isso é passageiro. Olho no espelho e pouco vejo de mim. Há somente a certeza que o tempo passou. E eu vivi. Quantas vezes eu pensei em ser feliz, quantas vezes eu olhei para o céu em busca da razão maior.
Meu Deus tenha cuidado no trato da minha vida. Pise leve, pise devagar. Pise com carinho. Aqui existe alguém que já sofreu demais. Confio na sua misericórdia. Confio na força de sua mão. Resta-nos a esperança de dias melhores. Há em meu coração a certeza da sua infinita bondade.
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Monday, April 03, 2000 at 21:03:55 (EST)
Brasil 500 anos
No dia 22 de Abril de 2000, o país completa 500 anos. Apesar de todos os problemas, ele chegou até aqui com todas as suas potencialidades. Com exceção dos aspectos polêmicos, a viagem de Pedro Álvares Cabral, acima de tudo foi uma aventura extraordinária. De lá para cá, sofremos, lutamos, conseguimos nossa independência. Mas não podemos parar aí. Temos que lutar para que o povo seja tratado com dignidade, que os direitos humanos sejam respeitados. Olhar para o futuro através da educação. O resgate das origens.
O respeito ao índio, suas terras. Os animais. Nossa floresta. A natureza como um todo. Nossa diversidade étnica é fantástica, portugueses e índios colaboraram em nossas características de formação. Somos uma mistura, talvez por isso, sermos tão criativos. Devemos explorar de forma racional o que temos em abundância. Jamais nos entregarmos, tendo até vergonha de ser brasileiro. Somos um país fantástico. Temos somente que nos orgulhar desta terra. Não há que se envergonhar de nada.
O Brasil se diferencia de outras nações do mundo, justamente pela maneira peculiar que ajudaram a formar os elementos. Devemos nos orgulhar de nosso povo, tão diferente. E no seu particular consegue sobreviver driblando os males com alegria e carnaval. Ainda conserva o humor. Sua variação de ritmos, folclores, danças e costumes. Um povo que luta. Até da desgraça consegue rir. Temos o melhor povo do mundo. O que nos falta é um administração séria preocupada em governar para todos os brasileiros.
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, SC - Brasil - Monday, April 03, 2000 at 20:59:58 (EST)
AS VEZES CONSTRUIMOS SONHOS EM CIMA DE GRANDES PESSOAS, MAS O TEMPO PASSA E DESCOBRIMOS QUE GRANDES ERAM OS SONHOS E AS PESSOS PEQUENAS DEMAIS PARA TORNA-LOS REALIDADE...
KELLY TAVARES <KELLY.TAVARES@ZIPMAIL.COM.BR>
EUNAPOLIS, BAHIA - Brasil - Friday, March 24, 2000 at 09:29:55 (EST)
EIS A NOITE….
Eis a noite…
Muda, nua e calada,
Isenta de sons e perfumes,
Como um sonho distante,
Como um dia sem amanhã…
Não há dor, nem prazer,
Simplesmente o silêncio dominador,
Ditador, sobre os seres e as coisas…
Não há desespero, nem esperança,
Simplesmente o nada em tudo,
Soberano sobre a imensidão do Universo…
Eis a noite…
Elegante dama, fugaz e mascarada,
Presente na ausência das horas,
No Carnaval de nossas almas anelantes,
Nos beijos invisíveis dos nossos desejos
Acoitados, acalentados…
Não há hora, nem dimensão,
Simplesmente o verbo divino dos anjos,
Redentor, vibrando nos ouvidos e corações…
Não há perdão, nem esquecimento,
Simplesmente teu amor singelo e suave
Desvairando sobre os meus pensamentos
Banhados de luz…
18.03.1999 – 20h25
Jean-Pierre BARAKAT <jpbarakat@uol.com.br>
Taguatinga Norte, DF - Brasil - Friday, March 17, 2000 at 13:40:47 (EST)
ÚNICA
A tarde fecha os olhos para o dia e
aguarda a noite.
Inquieta e muda pestaneja os olhos
para a névoa que advém da noite.
Como homen, silencia ante a mudez da tarde, o advento da noite;
como mulher, espera ser única.
Marta Maria Lima Alves <pcmleite@tba.com.br>
Brasília, DF - Brasil - Friday, March 10, 2000 at 16:56:44 (EST)
CONCERTO I
I
Um semitom de Dó
Que se sente na colcheia
Investe contra a tablatura
Em dias de sol, sem sol...
II
Abanam-se braços poucos
Remedando pássaros inchados
De ter-se asas,
Que não voam.
III
Aglomeram-se as Denaides
Em seu tom, sustenido,
Urdindo notas de três
Tempos inacabados.
IV
Semínima a lua
Gemendo aos pés
Do coro que chora
Ser maior que ela.
Rogério Florentino Pereira <rflorentino@ig.com.br>
Marília, SP - Brasil - Sunday, February 27, 2000 at 23:10:18 (EST)
SINESTESIA-AMOR
Wanderlino Arruda
Amor é música é amor
é calda é sumo:
infinitas cores
de sol verão.
Amor é brisa, amor é bálsamo
é fogo e ardências,
e não se vê
e mas se sente.
Amor é luz, amor é paz
de rosazul
da alma gêmea.
Amor é ânsias
de luz e tez,
coração e mel
é luz e cheiro
de palavras ternas.
É trocar de hálitos,
permutar momentos.
Amor é tudo, amor é mais.
Amor é sim, amor é assim.
Matéria vida,
Infinitude.
Wanderlino Arruda <arruda@connect.com.br>
Montes Claros, MG - Brasil - Monday, January 17, 2000 at 22:36:29 (EDT)
*****Convite****
Convidamos Vossa Senhoria e Família para a Sessão Solene de Posse dos Acadêmicos e da primeira diretoria eleita da Academia Gurupiense de Letras, que acontecerá dia 28.01.2.000, às 20h00, no Centro de Convenção do Veneza Plaza Hotel, em gurupi (TO).
**Gil Correia (Presidente)
**Zacarias Martins (Secretário)
+++zacamartins@bol.com.br
Zacarias Martins <zacamartins@bol.com.br>
Gurupi, TO. - Brasil - Saturday, January 15, 2000 at 10:56:14 (EDT)
Vai meu século
Vai meu século porque me foram os amigos e meu pai
porque me foram e ninguém me pediu vai
meu século
vai sei lá a quem mais levando amores e amigos embora vai
vai longe vai meu século
levando sei lá se luzes
vai e leva e traga os amigos e os parentes
Nilo Dias Cabral <rs002120@pro.via-rs.com.br>
Porto Alegre, Rio Grande do Sul - Brasil - Saturday, January 15, 2000 at 07:58:30 (EDT)
Vai meu século
Vai meu século porque me foram os amigos e meu pai
porque me foram e ninguém me pediu vai
meu século
vai sei lá a quem mais levando amores e amigos embora vai
vai longe vai meu século
levando sei lá se luzes
vai e leva e traga os amigos e os parentes
Nilo Dis Cabral <rs002120@pro.via-rs.com.br>
Porto Alegre, Rio Grande do Sul - Brasil - Saturday, January 15, 2000 at 07:58:18 (EDT)
Louco Amor
O amor bateu em minha porta,
foi entrando, entrando...
tomou conta de mim.
Sinto desejo,
formação das flores, nova estação,
é primavera, paixão.
A brisa toca no rosto,
o amor navega nos rios,
corre as estradas,
corre perigo,
provoca loucuras,
tantas curvas...
acaricia.
A pele suave recebe os toques das mãos;
A macia aspereza da língua toca o lado esquerdo,
o direito, com a suavidade da melhor sinfonia.
Campo florido,
rola-se no chão, os espinhos já não ferem.
As flores,
Acariciam.
Outro beijo, desejo.
Outras loucuras...
O amor bateu em minha porta,
foi entrando, entrando,...
e se perdeu.
neucivaldo dos santos moreira <tvsantarém@tap.com.br ou neucivaldo@ulbra.br>
santarém, pará - Brasil - Saturday, December 18, 1999 at 11:18:03 (EDT)
Amar
Amar! amar....
Quem me dera, sem parar...
Mas amar a quem?
Se não vejo aqui ninguém...
Olhar...
Pró ar...
O céu a azular...
A cabeça a relaxar...
E o coração ,
que é meu irmão...,
naquele etéreo palpitar
fala-me de leve, de mim e do ar
flutuo...
espalho-me a voar...
e lá em cima...
sobreposto a tudo..
á terra e ao mar
já ninguém me falta
antes me sobra um mundo p'ra amar
Constantino Alves
Sem ar
É o sofoco
E fico louco
Com a falta de ar
Que me tiram daqui
Que sempre me tiram daqui!
Falar... sem ar?
Mais vale sonhar...
E lutar
Lutar!
Constantino Alves
Morte
É o fim!
O final de mim!
É a tumba tombada
colorada
por um frio jasmim.
É a linha preta
Da meta de uma vida
A dizer ,cansadamente,que sim.
É o contrário do nada,
É tudo,
E não é assim assim!
É sempre o segredo
Velado
Vedado
Por deus,
Pim!
Constantino Alves <Constantinalves@mail.telepac.pt>
Leiria, Portugal - Tuesday, December 14, 1999 at 15:47:11 (EDT)
O Amor é um sol incandescente que alivia dores,acalma tempestades, traz alegria em forma de bênçãos e graças.
Apaga o fogo ardendo em chamas e suaviza com seu bálsamo resplandecente.
As noites são mais longas quando se ama,os dias são mais quentes e leves, as estrelas brilham como nunca brilharam.
Isto é Amar, sentir-se pleno, feliz e verdadeiro.
Luna <lhes@ez-poa.com.br>
Porto Alegre, Rio Grande do Sul - Brasil - Monday, November 22, 1999 at 00:30:35 (EDT)
"Noite e eu adormecia.
Estrelas, sonhos, paixão, confusão...
Sonhando, eu te amava,
ou me amavas enquanto eu dormia?"
Monica Mello <mrmello@onda.com.br>
Curitiba, Parana' - Brasil - Sunday, November 14, 1999 at 00:32:16 (EDT)
O DESCASO DO AMOR
O Brasil é um País
Onde o amor e
A esperança
Ainda renascem
No olhar
De uma criança.
A fome e a miséria
Andam de mãos dadas
Por falta de organização,
Os homens já não se unem e
Nem se preocupam
Com a Nação.
Já nem se fala de Amor
O cérebro! Virou paixão
E o Computador, "tesão"
Ninguém! Quer mais parar
Para escutar o outro
Ninguém! Sabe mais amar.
Maria Emília Amaral de Paiva <mep@elogica.com.br>
Recife, Pernambuco - Brasil - Sunday, November 07, 1999 at 00:41:22 (EDT)
Eternamente
Dormem Drummond
Quintana
Gonçalves Dias
Só não dorme à semana
Dormem Maria,
Clarice
Pessoa
Só não dorme à meiguice
Dormem Cecília,
Otelo,
Vinícius
Só não dorme o martelo
Dormem Lampião,
Cartola,
Cícero
Só não dorme à esmola
Dormem Castro Alves,
Machado,
Barbosa
Só não dorme o passado
Dormem Gonzaga,
Miranda
Bilac
Só não dorme à ciranda
Dormem Lupicínio,
Senna,
Sinatra
Só não dorme à cena
Dormem Raul,
Coralina,
Tom
Só não dorme à esquina
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, SC - Brasil - Saturday, November 06, 1999 at 15:19:18 (EDT)
A n i t a
Lute Anita, mesmo depois de sua morte
querem lhe difamar
mas sua história
irá prosperar
Lute heroina de dois mundos,
conheça novamente Garibaldi e a grande vitória.
Faça a guerra santa
e tenha toda glória.
Lute Ana de Jesus
permaneça viva nos corações
dos lagunenses
inspire as grandes paixões
Agora és cidadã lagunense
com certidão
outrora eras
de coração
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, SC - Brasil - Saturday, November 06, 1999 at 15:11:39 (EDT)
Flerte
Olhar
sublime olhar
sem as vezes alcançar
a grandeza de amar
Olhar
fulminante olhar
muitas vezes a derrubar
qualquer cadeira de bar
Olhar
suave olhar
vez por outra deve estar
na correspondência exata, mirar
Olhar
desconcertante olhar
nunca mais desviar
permanecer, flertar
Olhar
deslumbrante olhar
olhos sem pestanejar
eternamente fitar
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, SC - Brasil - Saturday, November 06, 1999 at 15:09:14 (EDT)
Sê livre amor...
cerra as palpebras e vê como adormeço a teu lado.
Nem longe nem distância,
só o nosso olhar suspenso pela brisa de mais esta noite...
Acorda, lembrar-te-ás destas palavras
vertidas em teus lábios.
Alexandre Isaac
Alexandre Isaac <alexandre_isaac@hotmail.com>
Lisboa, Portugal - Friday, October 29, 1999 at 15:35:20 (EDT)
Falarei de!
Falarei de você enquanto existir o amor
Falarei do amor enquanto existir a paixão
Falarei da paixão enquanto os seus olhos
estiveren voltados para mim pois quando
se feixarem me feixarei com eles.
Donizeti Eugênio <donizeti.eugenio@hem-pc.bib.net>
Västerås, Västerå - Suécia - Saturday, October 02, 1999 at 13:41:03 (EST)
Meu sonho não é brinquedo nem vida.
É uma força atrevida,
que entra e sai, sem falar.
E a minha presença perdida
nesse brinquedo da vida
também é uma força indomada
cuja saída e entrada
já não sei mais controlar.
Meu sonho
é o meu brinquedo de amar.
Sonia França <soniafranca@easynet.com.br>
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - Brasil - Tuesday, September 28, 1999 at 20:38:00 (EST)
No canto esquerdo da página encontrei uma palavra chamada margem
A margem é uma palavra encontrada em páginas, dentre outros lugares. Costuma-se encontrá-la geralmente no lado esquerdo das páginas, e somente, em alguns casos ela aparece direitando coluna: as folhas de almaço.
No almaço, margem de um e de outro lado tornam o texto um bloco compacto. Exceto no início e término dos paragráfos, onde por ventura pode restar algum espaço. Fora isso não sobra nem falta pauta - é inteiriço.
Já no sulfite as palavras se desencontram soltas... somente para delimitar a folha, a margem imaginária. Nela, a palavra corre livre atrás de seu espaço, vira a página e suja o branco, sem prévia determinação pautal. Seu uso é recomendado pela Associação dos Poetas Concretos em Pró do Sulfite S.A, os quais vêem na folha “um espaço de redenção vocabular”, e que não só liberta a palavra como também a permite “enlouquecer”. Por outro lado,
professores do pré-primário contra-indicam seu uso, em quaisquer circunstâncias, para crianças que ainda não dominam a linguagem escrita em sua totalidade.
Como vemos, é delicada a questão e exige, ao menos, um mínimo de atenção por parte das diversas camadas da sociedade brasileira. Assim, colhemos alguns relatos a respeito do assunto, no VII Congresso Internacional da Ordem Geral. O responsável pelo comitê organizador do evento, Moacir Menezes, ressalta o caráter sensacionalista da repercussão: “ o país deveria se envolver com outras questões mais importantes do que essa. Vivemos à beira de uma crise econômica mundial, e vocês me vêm com uma polêmica tão banal. Além do mais a minha posição é óbvia a respeito do tema. O brasil precisa conscientizar-se das normas, das regras, ou seja, sem padrão não se comunica! A margem tem um caráter delimitador, o qual definido pela ABNT, e portanto passível de comunicação. Minha posição é clara!”
Nossa reportagem carece de dar palavras ao outro lado da margem, colhemos então o relato do Menezes Jr., garoto de seis anos de idade, que ouvia o pai enquanto pronunciava sua pauta: “Minha tia da escolinha vive dizendo pra mim que eu sou muito desleixado, que minha letra é feia, e que eu preciso escrever menor, porque ela sempre sai do papel e quase chega na mesa do lado, na do Pedrinho, eu digo que feia é a dela, que precisa escrever encima da régua pra dá chão pra palavra, eu digo também que eu prefiro que a minha palavra fique deitada e grande, que é pra parecer que ela tá caminhando nas nuvens, mas ela não me entende... Ah! Mas um dia eu ainda vou fazê ela...” - Juninho vamos embora que daqui a pouco a marginal alaga e você ainda precisa fazer sua lição de casa.
Maurício Moreira <miguili@hotmail.com>
São Paulo, São Paulo - Brasil - Monday, August 30, 1999 at 01:02:52 (EST)
- A Um Amigo no Hospital-
Não sei quanto gozaste a vida,
se tinhas consciência de gozá-la
ou sequer se a gozaste.
Há vidas que são um mistério
envoltas como a tua
na carcaça humana que é opaca.
Ríamos, brincavas sempre e
tinhas uma sabedoria alegre
que também desconheço se a notavas.
Vives ainda mas já morreste,
concentrado que estás somente
na tarefa árdua de partires.
23.7.99
Manuel Rodrigues <m_rodrigues@ip.pt>
Portugal - Monday, August 09, 1999 at 23:48:37 (EST)
O mar
Karen Lúcia Santos Rechmann <karen@euberlandio-adv.com.br>
Salvador, Bahia - Brasil - Friday, August 06, 1999 at 15:19:48 (GMT)
QUERER
Quero viver, quero sonhar...
Quero amar, quero ser amado,
Quero ser o que sou,
Quero fazer o que gosto,
Quero agir com meus gestos,
Com minhas palavras...
Não quero que vetem meus pensamentos,
Não quero que digam que não sofro,
Não quero que digam que não sou feliz...
Quero realizar meus sonhos,
Não quero que me obriguem a ser o que não sou,
Quero viver minha vida,
Não quero subjugar-me às vida dos outros...
Quero pensar, amar e viver,
Quero crescer, ser gente e vencer,
Quero ser eu, viver o meu íntimo e ser alguém.
Quero viver intensamente,
Todo o amor que existe em mim.
QUEM SOU?
Quem é aquele,
Que ninguém ouve?
Quem é que fala,
E ninguém liga?
Quem é que chora,
E ninguém vê?...
Eu falando,
Ninguém me ouve!
Como podem me ouvir,
Se não posso falar?
Tento gritar,
Mas não posso...
Tento chorar,
Mas não consigo...
Mas é possível
Eu ser eu,
Mesmo preso à minha base,
Sem poder mover-me,
Sem poder agir...
Mas eu
Sendo simplesmente eu,
Para o mundo
Eu não sou nada.
Eliosmar Veloso <eliosmar@naves.com.br>
Gurupi, Tocantins - Brasil - Monday, July 05, 1999 at 00:45:46 (EST)
Teus olhos, teus dentes, tua voz
Lâminas que cortam sem ferir o fôlego
De menino ainda puro de amor febril.
Teus dedos, tua lígua, teus lábios
Miolo de fruta(doce-aguado), que respinga
e molha , enxuga e alivia as dores antigas que, ainda menino, senti.
Almeida Virtual <ama_a@zipmail.com.br>
Recife, Pernambuco - Brasil - Sunday, June 20, 1999 at 18:50:00 (EST)
Sem Fim
Cai a pedra
que em si
finda.
Prima o sol
que enfim
dorme.
Pinga o sangue
às folhas brancas
e eslas voam.
É já
outro
dia.
Kafka Moraes <kafkamoraes@zipmail.com.br>
Salvador, Bahia - Brasil - Thursday, May 20, 1999 at 10:46:20 (EST)
Sonho X Realidade
Certo dia eu estava caminhando em um lugar diferente onde nunca havia passado antes, este lugar era lindo e maravilhoso não existia problemas nem maldade, nem ódio, nem sofrimento, apenas alegria e felicidade. Foi neste instante que percebi alguém se aproximar e curioso perguntei:
- Que lugar é esse ?
E me respondeu.
- Sonho !
E fiquei a pensar...
Sonho ???
Quando me virei aquela pessoa já não estava mais lá, fiquei admirado, mas continuei o meu passeio que parecia não ter fim, observando aquele jardim maravilhoso vi que bem no seu centro havia uma flor diferente e única era a mais bela e formosa por isso se destacava em meio as outras.
Comecei a ver aquela estradinha que não tinha fim, era feita lindas de pedras preciosas e lá na frente havia uma com um brilho diferente, mais forte mais lindo mais tudo, comecei a caminhar mais depressa para vê-la mais sempre a distância era a mesma e eu não consegui entender e quando olhei novamente não estava mais lá.
Já estava anoitecendo e eu estava muito cansado e fui sentar a beira de um lago muito lindo que eu podia ver os peixes nadando entre as pedras, também vi a lua refletida na água, olhei para o céu, estava lindo cheio de estrelas que brilhavam intensamente, quando derrepente uma estrela cadente se destacou entre as outras e pois-se a cair no infinito, neste momento lembrei da flor do jardim, e da pedra da estrada.
Foi neste exato momento começou um brisa leve que trazia junto ao vento um cheiro suave e doce olhei sobre o lago percebi que alguém caminha sobre ele em minha direção era uma mulher linda e maravilhosa com perfume da flor a beleza da pedra e o destaque da estrela, meu coração disparou ela se aproximou mas não falou seu nome, sentou - se ao meu lado, começamos a conversar, perguntei de onde veio, e ela respondeu:
- "Da Realidade !!!"
Perguntei novamente seu nome e como da primeira vez não respondeu, mas apontou para seu pescoço que havia uma corrente com algo escrito, provavelmente era o seu nome mas estava escuro e não pude ler.
A essa altura eu já não entendia mais nada, peguei em sua mão, toquei no seu rosto... e a beijei. Um beijo caloroso cheiro de amor e ternura como nunca tinha acontecido.
Ao final do beijo quando fui olhar em seu rosto ela apontou para trás, olhei e vi aquela pessoa do começo no jardim. Ela fazia sinais com as mãos a me chamar, eu não queria ir mas senti algo que me afastava dela, não sabia o que, nossas mãos se separaram, eu a chamei mas ela não ouviu, olhei novamente para ela, e nela já não estava sua corrente...
Comecei a chorar ... não via mais nada.
Senti a luz do sol em meu rosto...
Abri meus olhos e percebi que eu estava dormindo... neste momento uma lágrima saia dos meus olhos e descia sobre minha face.... senti que havia alguma coisa em minha mão, era uma corrente, sim sua corrente, pude ver seu nome "lia" já sentado na cama a lágrima cai em meu colo.
A corrente com seu nome guardei em meu coração, e agora sonho em um dia quem sabe, tê-la em meus braços ...
Flávio Couto <fluminense@domain.com.br>
niterói, Rio de janeiro - Brasil - Thursday, May 20, 1999 at 04:47:40 (EST)
Ama o próximo... e sê Feliz !!!
Vive cada dia como se fosse o ultimo e
sê Feliz...
Ouve o que a Natureza tem para te contar,
e serás Feliz!!!
Sim!! Ouve, escuta, sente o que Ele te diz,
e... serás Feliz!!!
Telealarme <Telealarme@mail.telepac.pt>
Portugal - Monday, May 17, 1999 at 19:39:57 (EST)
Viva intensamente o Hoje, com consciência.
Pois o Ontem já era, Hoje é o dia e o Amanhã poderá não mais chegar.
Wladimyr Videira <Wlady_videira@zipmail.com.br>
Nilópolis, RJ - Brasil - Sunday, May 09, 1999 at 12:43:36 (EST)
SAUDADE (Zacarias Martins/Gurupi-TO) - O mundo gira e eu giro no mundo a procura da felicidade. Mas, enquanto eu giro no mundo que gira, gira em torno de mim a saudade.
Zacarias Martins
Gurupi, TO - Brasil - Saturday, May 08, 1999 at 19:52:25 (EST)
Se você tem sucesso, sua carreira frutificou ou sua empresa prosperou, considere alguns pontos de reflexão para você continuar crescendo.
Não deixe que o seu sucesso atrapalhe a sua felicidade!!!!!
Marisa <macchione@sol.com.br>
São Paulo, s.p. - Brasil - Tuesday, May 04, 1999 at 06:40:19 (EST)
Embaraço
Olho para os seus com embaraço
Nos olhos há nostalgia e cansaço
É inverno
O frio não me causa mal
No entanto, é no entranhamento dos ossos
Que sinto o estranhamento dos homens.
Rosa Meirelles
Rosa Meirelles <rosameirelles@zipmail.com.br>
Assis, São Paulo - Brasil - Monday, May 03, 1999 at 12:16:25 (EST)
Sonhos.
Eu só penso em você
De dia, a noite e nas madrugadas
Nos beijos, nos sonhos
Sonhos...
Foram tantos, foram tolos
Tolice foi desconfiar de você
Afinal de contas o que são palavras
Comparadas ao amor ?
São nada !!
Pois quando há amor
O mundo pára e tudo se cala.
Márcia D'Paula <marcia_de_paula@zipmail.com.br>
Nilópolis, RJ - Brasil - Sunday, May 02, 1999 at 15:41:09 (EST)
... e veio.
Despi-me dos mantos,
despi-me dos encantos,
despi-me dos contos.
Corri e recebi-a ... peito aberto...
Em queda livre ela veio,
de encontro a terra.
Não esperava que a receberia...eu!
Cobri-me, com sua longas tranças inundei-me por inteiro,
junto com o milharal que frutificava.
Sorri, riso aguado... debochado,
mas feliz, por derrotar
a seca da minh'alma,
mesmo que ... por fora.
...ela continuou em queda livre...
mas, desisti de ampará-la...
traiu-me com belo relâmpago!
Raimundo Gama Filho <raybeth@zaz.com.br>
Florianópolis, SC - Brasil - Saturday, May 01, 1999 at 18:47:50 (EST)
... e veio.
Despi-me dos mantos,
despi-me dos encantos,
despi-me dos contos.
Corri e recebi-a ... peito aberto...
Em queda livre ela veio,
de encontro a terra.
Não esperava que a receberia...eu!
Cobri-me, com sua longas tranças inundei-me por inteiro,
junto com o milharal que frutificava.
Sorri, riso aguado... debochado,
mas feliz, por derrotar
a seca da minh'alma,
mesmo que ... por fora.
...ela continuou em queda livre...
mas, desisti de ampará-la...
traiu-me com belo relâmpago!
Raimundo Gama Filho <raybeth@zaz.com.br>
Florianópolis, SC - Brasil - Saturday, May 01, 1999 at 18:47:13 (EST)
... e veio.
Despi-me dos mantos
Despi-me dos encantos
Despi-me dos contos.
Corri e recebi-a ... peito aberto...
Em queda livre ela veio,
De encontro a terra.
Não esperava que a receberia...eu!
Cobri-me, com sua longas tranças
Inundei-me por inteiro,
Junto com o milharal que frutificava.
Sorri, riso aguado... debochado,
Mas, feliz por conseguir
Derrotar a seca da minh'alma,
Mesmo que ... por fora.
...ela continuou em queda livre...
mas, desesti de ampará-la...
traiu-me com belo relâmpago!
Raimundo Gama Filho <raybeth@zaz.com.br>
Florianópolis, SC - Brasil - Saturday, May 01, 1999 at 18:41:20 (EST)
RETRATO
Olavo Rubens
A palavra pinta; ela é tinta
que escorre da memória, é verbo
vazando em sombra e raios de luz
nos desvãos da matéria, é forma
e cor explodindo no chão do papel.
Com os meios-tons dos sons
a linguagem é como um tato
a desenhar beleza - teu retrato.
Olavo Rubens Leonel Ferreira <larru@easygold.com.br>
Lorena, São Paulo - Brasil - Saturday, May 01, 1999 at 13:21:51 (EST)
" DEVANEIOS "
Creias que a ti pertenço-te e
Não desmereças assim o tão querer-te.
Prove dos beijos que reservei-te e
Permitas que em seus lábios possa provar-te
Hora viajo em sonhos em que pertenças-me e
Não endureçais assim o coração com medo de
querer-me
Sabes o quanto reservei-me e
Se te não bastares, apenas por devaneios queiras provar-me...
Daniela P. Venegas <btdany@zaz.com.br>
Botucatu, São Paulo - Brasil - Wednesday, April 28, 1999 at 16:17:49 (EST)
O CASTIGO (Zacarias Martins/Gurupi-TO)
Num gesto tresloucado
ousou cometer um verso.
Bem feito:
virou Poeta!
ZACARIAS MARTINS <eliosmar@naves.com.br>
Gurupi, Tocantins - Brasil - Sunday, April 25, 1999 at 23:35:16 (EST)
Um dia eu estava a meditar e imaginar como seria o dia sem uma noite. A noite não viria pois o dia não terminaria. Eu sentiria sono de dia pois a noite não existiria. Eu sonharia de dia pois a noite o sonho não haveria. O ato de comer meia noite passaria a ser meio-dia, e com isso eu, duas vezes, no mesmo horário comeria.
Seria estranho sair ao trabalho de dia e voltar ainda, durante o dia.
Minha mulher me pediria, (me ame agora) e eu não poderia, pois ainda seria de dia.
Contudo, minha Secretária muito mais se cansaria, pois a teria gemendo durante todo o longo dia. Seria um dia, sempre de dia, pois a noite não existiria. E caso voce se cansasse de ler este poema neste dia, poderia esperar o outro dia, sempre de dia........ Wlady (o poeta)
Wladimyr (Poeta) Videira <wlady_videira@zipmail.com.br>
Nilópolis, RJ - Brasil - Sunday, April 25, 1999 at 22:09:00 (EST)
(Sonhar – Silvania Veloso)
Sonhar ,
é bom para viver.
É bom para dizer
o que de fato
existe dentro de nós...
Sonhar,
É imaginar o que se deseja.
é viver a plena liberdade,
mesmo estando numa prisão.
É amar a quem quiser
e conseguir tudo
quando não se tem nada.
Sonhar,
é transpor barreiras,
é voar
sem tirar os pés do chão.
É viver um tempo novo
onde a esperança
nos dá um novo alento.
Sonhar,
não é apenas fugir à realidade,
é também uma sutil forma
de se buscar a felicidade
em forma de esperança.
Silvania Ferreira Veloso Duarte <eliosmar@naves.com.br>
Gurupi, Tocantins - Brasil - Saturday, April 24, 1999 at 04:17:36 (EST)
A voz do poeta
Eliosmar Veloso
A voz do poeta...
Ora fria,
ora calma,
ora tranqüila...
Ora quente,
apavorada.
Voz que denuncia,
renuncia,
anuncia
e ama...
A voz do poeta...
vai ecoando
por entre os montes da vida...
Vai vagando pelas noites,
viajando pelo tempo,
pelo espaço...
A voz do poeta...
lembra,
revive,
vibra,
chora
e grita.
A voz do poeta...
Quebra o silêncio das artes,
desperta sentimentos adormecidos
e nos mostra,
hoje e sempre
que a vida
é algo bem mais
do que os nossos olhos
conseguem ver.
Eliosmar Ferreira Veloso <eliosmar@naves.com.br>
Gurupi, Tocantins - Brasil - Saturday, April 24, 1999 at 04:12:08 (EST)
VISÃO ENGANOSA
Comprei um binóculo
para ver o mundo
pra ver o que a vista
a olho nu não via
Não sei se queria
clarear o mistério,
névoa de segredos
lá,distante e além.
Fiquei à janela
Vi moça cortando
sem medo uma onda
Vi os "Dois Irmãos"
e uma estrela
lhes dando sua mão
o dia emocionado
aturdia a visão
Tirei o binóculo
e olhei para ochão.
Qual decepção!
binóculo tirado
tudo era como antes
belo ou feio: real
Minha fantasia
feita àquele dia
tirado o binóculo
esvoaçara -- longe
se perdera em sonho
valera a visão.
Lentes, não mais ponho
pra que esse binóculo
se é a olho nu
que choro, rio, sonho!
Regina sSouza Vieira <reginasv@netgate.com.br>
Rio de Janeiro, RJ - Brasil - Saturday, April 17, 1999 at 23:24:36 (EST)
Você diz que sou poeta, poeta sei que não sou.
Escrevo aquilo que penso, e penso em quem me amou.
Penso que fui tola a ponto de não perceber todo
aquele amor que tinha a me oferecer. Agora aqui sozinha
quero voltar atras daquele amor que não ireri ver JAMAIS.
Rô te adoro....São Paulo, 15 de Abril de 1999-16:17
Iara Graziela Dias <seereeia@zipmail.com.br>
São Paulo, SP - Brasil - Thursday, April 15, 1999 at 20:17:23 (EST)
Você diz que sou poeta, poeta sei que não sou.
Escrevo aquilo que penso, e penso em quem me amou.
Penso que fui tola a ponto de não perceber todo
aquele amor que tinha a me oferecer. Agora aqui sozinha
quero voltar atras daquele amor que não ireri ver JAMAIS.
Rô te adoro....São Paulo, 15 de Abril de 1999-16:17
Iara Graziela Dias <seereeia@zipmail.com.br>
São Paulo, SP - Brasil - Thursday, April 15, 1999 at 20:17:13 (EST)
A verdadeira lágrima,
Não é aquela que brota dos olhos
E percorre a face.
Mas sim, a que brota do coração
e percorre a alma.
Quando em sua vida sentir vontade de chorar,
Deixe cair dos olhos uma lágrima e dos lábios
um sorriso. Pois a suprema coragem e vitória
de um ser humano, é sorrir quando se tem vontade
de chorar.
Iara Graziela Dias <seereeia@zipmail.com.br>
São Paulo, SP - Brasil - Thursday, April 15, 1999 at 20:05:58 (EST)
TROVA : O dia estava tão lindo/ que um passarinho a cantar/aos pulinhos vinha vindo/quando podia voar !
TROVA : À VOCÊS DEMOS A VIDA/ MAS VEJAM O QUE A VIDA FÊZ/ NOSSA VIDA E MAIS VIVIDA/
TENDO A VIDA DE VOCÊS ! .
TROVA : A VELHICE E A MOCIDADE / MISTURADA NOS CABELOS / CABELOS BRANCOS SAUDADE/ QUE A GENTE VÊ HOJE AO VÊ-LOS !
TROVA : SAUDADE, CARRO DE BOI / CHORANDO DEVAGARINHO,/ MARCA DE RODA QUE FOI / DEIXADA NO MEU CAMINHO !
TROVA : UMA CASINHA CHORANDO /
É COISA QUE EU ACHO GRAÇA / AO VER A CHUVA ROLANDO / NOS SEUS OLHOS DE VIDRAÇA !
TROVA : TROVAS PRA MIM S ALGEMAS / QUATRO VERSOS, ALÇAPÃO / ANÕESINHOS DE POEMAS / SUFOCANDO A INSPIRAÇÃO !
TROVA : MINHA DÚVIDA INFELIZ /É DESCOBRIR ESTA META / SOU POETA PORQUE QUIZ / OU NASCI PRA SER POETA ?
TROVA : OS PENSAMENTOS DA GENTE / SÃO ESTRANHOS ESQUSITOS / LEMBRAM CHUVA DE REPENTE / MESMO EM DIA TÃO BONITOS !
TROVA : A VIDA, QUANTA IRONIA / INDIFERENTE OFERECE / ERAS MEU PAI ALEGRIA / HOJE ÉS MEU PAI UMA PRECE !
TROVA : FÊZ O CEGO DA CACHAÇA / TODA A RAZÃO DE SUA VIDA . / E HOJE DE TUDO ACHA GRAÇA / POIS NÃO PASSA SEM BATIDA !
TROVA : APÓS TRABALHOS, CANSAÇOS , /QUANDO A CIDADE ANOITECE, / A RUA EMBALA EM SEUS BRAÇOS /A POBREZA QUE ADORMECE !
TROVA : QUANDO ENTÃO ERA CRIANÇA, / RELEMBRA O VELHO ALQUEBRADO / PLANTEI UM PÉ DE LEMBRANÇA/ QUE HOJE VIVE CARREGADO !
TROVA : NO BAILE QUE RECORDAVA / CHOROS E VALSAS, SERESTA, / SÓ A SAUDADE DANÇAVA /APÓS TERMINADA A FESTA !
TROVA : SOU COMO POTE DE FLORES/ NO FUNDO O LODO CRESCENDO , / SÃO DESENGANOS SÃO DORES / DAS PRÓPRIAS FLORES MORRENDO !
Ivan Daibert <ivandaibeert@uol.com.br>
Juiz de Fora, Juiz de Fora - Brasil - Thursday, March 18, 1999 at 03:59:32 (EST)
MEU PAI
As vezes fico a pensar
e me pondo a meditar,
meu pensamento se esvai !
Penso na vida e na morte,
penso no fraco e no forte,
no FORTE ? Penso em Meu Pai .
Penso no frio, calor,
na alegria,, riso, dor
e na lágrima que cai.
Penso no mar agitado
pelo vento agigantado,
GIGANTE ? Penso em Meu Pai !
Penso na fome, na guerra,
nos sofrimentos que encerra
e misérias que ela atrai !
Penso e medito comigo:
Hoje ninguém tem amigo ?
AMIGO ? Penso em Meu Pai !
Penso no gado pastando,
num homem que trabalhando
revolvendo a terra vai !
Quantos homens vivem, comem
com o trabalho de um só homem!
Um HOMEM ? Penso em Meu Pai !
Meu Pai é FORTE, GIGANTE,
AMIGO de todo instante ,
um HOMEM que muito atrai.
Tudo enfim me faz lembrar,
se me ponho a meditar
a figura de MEU PAI !
IVAN DAIBERT <IVANDAIBERT@UOL.COM.BR>
JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS - Brasil - Thursday, March 18, 1999 at 03:33:16 (EST)
POEMA ABSTRATO E SOLTO
SEM COLEIRA/SEM CORRENTE/SEM CERCAS E SEM FARPADOS./SEM A TRISTEZA DE NEM SER UM POEMA !
LONGE DE PRECOUPAR-SE /EM SER LIDO E ADMIRADO./ SONOLENTO, SEM REDE PARA REPOUSAR / E SEM CANSAÇO PRA TER SEDE !
SEM RIMA,/ SEM MÉTRICA,/SEM SONO, LIVRE E BRANCO ! / SEM FALAR DE DOR/ AMOR OU DESAMOR !
ACONTECEU NESTA FOLHA/ E NEM SE ASSUSTOU DE APARECER / TÃO SOLTO E SOLTEIRO / TÃO ASSIM !
SEM PRINCÍPIO E SEM FIM ! / POEMA SÊMEN DA MINHA SOLIDÃO !
SEM COMPROMISSOS, SEM CONHECER A INSPIRAÇÃO / QUE O FÊZ TÃO IMPALPÁVEL,TÃO!
POEMA DE MOMENTO /SEM QUALQUER INTENTO /
DE SER ROMÂNTICO, / FRIO OU ABSTRATO !
SEM O PESO DA TRISTEZA, /PLUMA LEVADA PELA LEVEZA / DE SENTIMENTOS TÃO PUROS !
POEMA QUE NÃO DIZ NÉM DE NIONGUÉM !
POEMA SEM PRISÕES, /SEM MUROS, /SEM LAMENTAÇÕES, /SEM A PREOCUPAÇÃO DE NEM SER / UM POEMA QUE HOJE NASCEU
E QUE AMANHÃ / PODERÁ DESACONTECER / E SE ENCOSTAR NO INFINITO /E SER CONFUNDIDO / COM O AZUL DO NADA LÁ DO ALÉM !
TAMBÉM, TAMBÉM /
QUE DESTINO DIFERENTE O SEU / NASCER ABSTRATAMENTE SOLTO /SOLTO E INDIFERENTE NESTE MUNDO COMO EU !
IVAN DAIBERT <IVANDAIBERT@UOL.COM.BR>
JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS - Brasil - Thursday, March 18, 1999 at 03:15:41 (EST)
...evolução...
Sempre as cores foram brancas, a diferença é que nós as inventávamos azuis, vermelhas, amarelas. A verdade é que as coisas nem se quer têm nome, a não ser esse que inventamos para elas. A mesa, as cadeiras e até a nossa própria designação. Quais os critérios? O feio, o belo? O certo e o errado? Criamos um Deus ou ele existe de fato? Existem realmente coisas que criamos. As luzes humanas brilhando como o sol, na hora que querem os homens. Seria tudo ilusão? No fundo animais , no raso deuses ou seria o inverso? Assim transcorre os sonhos entre ribanceiras e avalanches. E o homem evoluiu em suas concepções, rei de um mundo inumano. Na calçada os bárbaros , nos castelos a civilização. Não se sabe por quanto tempo se houver um.
Aline Frey
Salvador, Bahia - Brasil - Tuesday, February 23, 1999 at 13:43:20 (EST)
Ser menino.
Eu fui um menino
alegre, simples e as vezes irrequieto
sonhava muito, acreditava nos outros
pensava ser arquiteto
Eu fui um menino
feliz no meu tempo de pião
rebelde, indisciplinado
fugia para o porão
Eu fui um menino
franzino, ingênuo, vingador
Como tantos outros
sonhador
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Sunday, February 21, 1999 at 11:08:47 (EST)
Lágrima primeira
Olhei para o céu
Senti algo triste
Que meu corpo tremeu
Caminhei à procura do ombro seu
Inútil coração esqueceu
Ausência do olhar
Misterioso dia amanheceu
Pobre ser padeceu
Minha face foi palco
da lágrima primeira
que ora escorreu
a dor era profunda no peito meu
Andava sozinho quase zumbi
sentimento morreu
Mas quando a encontrei - floresceu
Tudo voltou - renasceu
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Sunday, February 21, 1999 at 11:06:22 (EST)
Confidências Maternais
Assim ela é,
mamãe.
Severa nos atos,
Honesta nos atos,
Calma nos planos.
Feroz,
Mostrando seu amor,
para conosco,
com suas mãos alfinetadas.
Sim,
Mamãe costura.
Gabo-me do seu alto nível,
Orgulho-me de sua conduta.
Sempre aborreço-a.
Mas seu controle não era lá
dos mais controlados.
De nada me posso queixar.
Quantas noites mamãe deixou eu ter a
felicidade noturna.
Tirou-nos do inferno mais cruel,
ajudou-nos a crescer.
Tirou todos os meus complexos,
Não admitia meu erro,
Minha vida dedico a ela
que nunca conforto nos deixou faltar.
Meu futuro será sua educação.
Ela é minha verdadeira
heroína,
Minha lição,
meu verdadeiro
amor,
minha paixão...
Talvez um dia ela parta
e eu não consiga dizer isso a ela,
Tudo isso!
Talvez um dia seja tarde demais
Vou vivendo com esse orgulho
ridículo até que me passe pela cabeça
a necessidade de ter uma mãe.
Essa necessidade que
às vezes me faz chorar de tristeza,
Tristeza de geralmente
de passar meses ser dar um único beijo,
Um único gesto de amor.
talvez ela não sinta,
mas eu a amo muito,
e como a amo.
Fernanda Lohn
fernandalohn@wtb.com.br
Fernanda Lohn <fernandalohn@wtb.com.br>
Brasilia, DF - Brasil - Wednesday, February 17, 1999 at 21:24:07 (EST)
Verdades
Na verdade,
Eu esperava tudo diferente.
Tudo organizado,
Calculado,
Só esperando eu vir
E assumir meu posto de
Fernanda.
Que engraçado!
Esqueceram de mim.
Não prepararam nada,
Além de berços, fraldas.
Não foi assim que pensei...
Eu queria tudo diferente,
Tudo na minha frente,
Para quando,
De repente,
Eu precisar,
Eu só me esticar,
E bem pouco por sinal.
Eu até que consegui aprender
A fazer algumas coisas.
Já era a flor de maracujá
mais linda do meu pomar.
Já tinha tudo e todos,
Já havia cativado meio mundo.
E como num sopro mágico,
Tudo foi embora,
E eu fiquei ali sozinha,
Naquele cantinho
Brincando de matinho,
Sem saber para onde ir,
Sem nem saber partir.
Uma lágrima rolou daquele rostinho
desajeitado,
Meio que inconformado,
E aquele cabelinho loiro
Foi-se numa única tesourada,
E todo aquele ar de princesa desabitava meu ser.
E comecei a perceber,
Que aquilo que todos
Falavam que era a vida,
Era realmente verdade.
Essa tal de vida,
Era a coisa mais injusta
Que tivera me acontecido naquela
epoca.
Eu não tive em quem me apoiar,
Em quem debruçar,
E nem pude sequer chorar.
Não, eu não choro!
E todas essas lágrimas foram sendo
Depositadas,
Neste vão momento da minha vida,
Neste calabouço sem fim.
E todas lá agrupadas,
Esperando a hora certa para me torturarem.
Acho que estão começando
A fazer o que tanto prometiam
Durante todo esse tempo.
Guardadas, trancafiadas
Dentro do meu eu.
Minha vida já se tornou um nada,
E elas nem assim me confortaram,
Nem quiseram aparecer.
E todos continuavam,
Aquilo que chamamos de vida.
Aquilo sim, pois não considero
Vida aquilo que só me parece tristeza.
Fernanda Lohn
fernandalohn@wtb.com.br
Fernanda Lohn <fernandalohn@wtb.com.br>
Brasilia, DF - Brasil - Wednesday, February 17, 1999 at 21:22:29 (EST)
L a b i r i n t o
As vezes que procurei a felicidade em mim
Sozinho fiquei, minh'alma insistia em sofrer
Busquei todo amor possível
Inútil encontrar o bem querer
Meu coração tal qual
mar bravio, navio pirata
solidão e soluço
canções e serenata
Todas as vezes que me encontrei
estava ausente de mim mesmo
Na escalada perdida de minha vida
fui bala atirada à esmo
Tudo em mim é vazio
Quarto, sala, coração
Me retiraram o sangue
Serviram-me em porção
De onde estou vejo cidade deserta
Povo faminto
Abortos clandestinos
Ruas sem saída, labirinto
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Sunday, February 07, 1999 at 11:52:45 (EDT)
O poder embriaga os tolos.
Dê um certo poder ao homem e depois observe suas ações. Se permanecer sóbrio, sensato e atender a todos sem distinção, terá passado o primeiro momento do "ópio". Mas se mudar "as caras", desviando o olhar em dissimulada timidez, terá sido contagiado pelo falso poder.
A sabedoria virá através da reflexão, livros e sobretudo da genética. Ou nunca alcançará o homem, se houver mentiras, conchavos, mediocridade e algumas palavras decoradas em dicionário de cabeceira.
Engana-se o homem, quando tenta "queimar etapas", procurando sublinhar os defeitos alheios, querendo construir a casa pelo telhado. É detestável a autopromoção, ainda assim quando perguntado sobre sua vida, livra-se do questionamento atribuindo a outrem qualquer posicionamento político.
Ser generoso sempre foi a conduta dos grandes espíritos, cuja paciência e sapiência removeram montanhas. O medíocre trai, apunhala pelas costas, sorri com o "canto" da boca. Enquanto isto em seu íntimo planeja o desamor, desunião a tragédia. Joga líquido inflamável na fogueira da discórdia. Sua aparência é pálida como se algum vampiro o visitasse durante a madrugada.
Jamais se indignará, em face da embriaguez pelo poder e como um tolo seguirá pensando que engana Deus.
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Sunday, February 07, 1999 at 11:47:20 (EDT)
Um Grito
Corre menino sozinho sem pai
Percebe a ausência e vai
Chora, esmola e cai
Não mora, escola não tem
Carrinho, carinho não vem
Reza, espanta, agradece amém
Cadê a mãe, infinito
Medo, escuro, esquisito
Corre menino, um grito...
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Sunday, February 07, 1999 at 11:44:23 (EDT)
Implacável
Quantas vezes eu pensei que iria vencer o invisível
chorei, olhei para o céu, supliquei
astros, seres imaginários
Tantas coisas já vivi, quanta solidão já senti
percebo que o caminho é longo e não há destino certo
por perto há miséria, pouca esperança
Vivo a margem do compreensível
Nada, absolutamente nada me alegra
Juventude, onde estás
testemunha comigo a dor
Qual espelho denunciador
O tempo implacável, cruel, devastador
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Sunday, February 07, 1999 at 11:38:16 (EDT)
Sou poeta marginal
Sou poeta marginal
menino sozinho sem fala
aluno que fica na última carteira da sala
Sou poeta marginal
pouco aplicado e inimigo de decorar
sem professor consigo assimilar
Sou poeta marginal
invento palavras, faço versos de arrepiar
minha boca serve para assobiar
Sou poeta marginal
avesso as regras, provas finais
frágil como cristais
Sou poeta marginal
escrevo por precisão
nem sempre inspiração
Sou poeta marginal
me livrei do serviço militar
nunca pensei nas agulhas negras ingressar
Sou poeta marginal
triste por convicção se chorar
cem lenços irão molhar
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Sunday, February 07, 1999 at 11:36:08 (EDT)
Coração, não bata a toa.
Coração, sofre por ti
vê-la sem poder compartilhar da vida
Coração, acelera
quanta comunicação interrompida
Coração, inchado por ti
pelas tabelas vai levando
Coração, tristonho
continua amando
Coração, na intenção de ti
sempre perdoa
Coração, por favor
não bata a toa
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
LaGUNA, Santa Catarina - Brasil - Sunday, February 07, 1999 at 11:33:10 (EDT)
Minha mulher é assim...
Quando brincava na areia perdi minha aliança
deste então não comprei outra na cidade
não por falta de dinheiro, mas
não achei necessário para felicidade
Minha mulher é linda e me
completa nestes quarenta e poucos anos de convivência
Minha roupa ela escolhe
meu salário ela recebe com paciência
A noitinha vem com o prato nas mãos
as vezes se excede na quantidade
mas o conteúdo é sempre variado
me nutre e me deixa com pouca idade
Assistir filmes não é seu forte
mas ela tenta cochilando
quando é chamada para falar sobre o que assistiu
rapidamente diz: foi o Marlon Brando
Cedo sai da cama
Minhas mãos a procura a toa
Faz café, sobe morro
Telefona, voa
As vezes olho para ela
ela olha para mim
num ritual
começa tudo assim...
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Sunday, February 07, 1999 at 11:28:50 (EDT)
Eu tinha medo de viver
Vinte mil vezes eu disse não para a vida.
Não queria, tinha medo de viver,
achava tudo muito banal, triste, sem graça.
Todo mundo queria e açoitava para não ser
Quase sempre eu sofria comigo e as minhas coisas contidas.
Fechava-me tanto em muralhas imagináveis, não me comunicava.
Perguntavam-me o que queria ser, o que fazia e o desespero vinha,
entristecia-me muito, vez que não queria nada, apenas pensava
O tempo passava e eu ali inútil a mercê
de um futuro pouco provável, distante demais.
Momentos havia que virava à mesa, enlouquecia,
mas ninguém entendia , só restava fugir de tudo, dos sonhos jamais.
Mas o tempo tem sempre razão, as angústias diminuíram lentamente
deixando o coração mais calmo, transformando meu estado febril.
Já percebia a beleza da flor, do céu, do bem-te-vi.
Observava melhor a vida e as maravilhas do mês de abril
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Sunday, February 07, 1999 at 11:25:23 (EDT)
Limites do cárcere
Do quarto via
a rua sombria
na cama que estava
apenas gemia
A lua luzia
Coração sentia
Mas o corpo inerte
Qual boca mentia
Chorar, lágrima corria
Ninguém assistia
dias passavam
nada acontecia
Sob os limites
do cárcere morria
como escravo
implorava alforria
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Sunday, February 07, 1999 at 11:21:10 (EDT)
Eu que andava nesta escuridão...De repente veio acontecer... Me deu luz e veio me alegrar...Fatalmente me fará sofrer...
Kátia <katialov@zipmail.com.br>
Bauru, SP - Brasil - Thursday, January 21, 1999 at 14:50:38 (EDT)
Paixão
Bálsamo intenso
Emoção desmedida
Razão perdida
por alguns momentos de gozo
corrosivo,explosivo e cego
que se perde no vento e
se esquece com o tempo....
Érica Pereira <cisnelia@zipmail.com.br>
São Paulo, SP - Brasil - Sunday, January 10, 1999 at 21:09:58 (EDT)
Nagma
Vento, chuva, sol,
você sorri quando dança,
arco-íris sensual
BOI
Marcos Renato <boiblues.zipmail.com.br>
Sorocaba, SP - Brasil - Sunday, January 10, 1999 at 20:28:40 (EDT)
REINICIO
Quando a penúltima estrela no universo apagar-se
E o verso findar na sua rima,
Estaremos à espera do completo,
Do teto,
Do feto explodindo em nova vida
Perdida ali na escuridão,
Ainda em plena força da explosão
Do início,
Do princípio de sua fecundação.
Sob a imensa luz da última estrela,
Permanece plácido e adormecido
No silêncio do universo perdido,
Apenas ao som das batidas de um coração ainda menino,
Compacto, intacto, lácteo,
Aguardando o momento,
O instante exato do Reinicio...
Florentina <electel@alanet.com.br>
Campo Grande , MS - Brasil - Tuesday, December 08, 1998 at 10:47:48 (EDT)
Essência
O meu chapéu não é igual ao seu
A sua cabeça... não cabe o meu chapéu
O meu chapéu guarda coisas que o seu jamais poderia
O meu chapéu é amarelo
E o seu, de que cor é?
Florentina <electel@alanet.com.br>
Campo Grande, MS - Brasil - Tuesday, December 08, 1998 at 10:36:08 (EDT)
Menino Carente.
Diante de ti não há mundo,
mar, céu azul, infinito
Diante de ti não me vejo
simplesmente inexisto
Diante de ti falo o que não quero
sou sombra, grão de areia
Diante de ti quero mas não falo
servo de sereia
Diante de ti há timidez
Coração - taquicardia
Diante de ti me calo
sua voz harmonia
Diante de ti sou fraco,
frágil, inconseqüente
Diante de ti sou menino
carente...
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Sunday, November 29, 1998 at 08:33:05 (EDT)
Luar...
Luar, suave luar
brisa mar
Meu bem a me amar
Sou feliz assim, trilhar...
Querer demais alguém
Sem esperar nada em troca
Festejar cada manhã
Com o lábio de maçã
Sol, lindo é o sol
reflexo do rosto do meu amor
recomeço do dia
em raios de ardor
Atanazio Mario Fernades Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Sunday, November 29, 1998 at 08:29:05 (EDT)
Nossas Vidas
Nosso amor, nosso tempo
Viagens através do pensamento
Sonhos, contemplação do mar
Achar coisas bonitas ao vento
Nossa casa, nossa vida
Passeios de barco, curando a ferida
Juventude nas veias, tanta virtude
Sublinhando que és querida
Nosso luar, só nosso
Palavras doces ao pé do ouvido
Murmúrios, gemidos das árvores
Comunhão total , és destemido
Nossos corpos, um corpo
Nossas bocas, uma boca
Nossas vidas, uma vida
e a vida muita pouca...
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Sunday, November 29, 1998 at 08:25:08 (EDT)
É amor sem fim.
Penso em ti, somente em ti
minha perfeição.
Penso em ti, delicadamente em ti
minha oração
Penso em ti, as vezes assim
como flor no jardim
Penso em ti, loucamente em ti
aroma jasmim
Penso em ti, desesperadamente
e a quero junto a mim
Penso em ti quanto retorno
e aí é amor sem fim
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Sunday, November 29, 1998 at 08:23:10 (EDT)
Improviso:
Teus olhos saltitam pelas nuvens d'almas /
Encantam meus sonhos impossíveis /
Visitam meu amor mais profundo... /
Teus olhos são o improvisso do meu maior desejo! /
Amo você... sonho você... /
Desejo!!
Milton Oliveira <milton@adm.ufsm.br>
Santa Maria, RS - Brasil - Friday, November 27, 1998 at 16:59:05 (EDT)
Como não recordar a pracinha do Ó, tão pequena, bonita em sua majestade abençoada pela Igreja do Bom Jesus?
Como não recordar a "cabeça do padre", às margens do Rio Amazonas, onde tantas vezes fui me banhar?
Como não recordar tuas ruas, íngremes ladeiras, que as pernas de tuas filhas iam engrossar?
Como não recordar?
Cláudio Jorge Bentes de Castro <cljorge@amazon.com.br>
Belem , Pará - Brasil - Tuesday, November 24, 1998 at 16:56:29 (EDT)
Ah! que saudade eu sinto do meu tempo de menino, quando às margens do Laguinho, no sopé da serra da escama, deixava minhas emoções navegarem nas asas da garça e no canto da guariba, que meus crepúsculos vinham embelezar.
Cláudio Jorge Bentes de Castro <cljorge@amazon.com.br>
Belem, Pa - Brasil - Tuesday, November 24, 1998 at 16:51:45 (EDT)
Captei aquele brilho/ de um segundo/nos seus olhos./ Um segundo apenas/ e me sentí/dona do mundo.
neuza nogueira
porto alegre, rs - Brasil - Sunday, November 22, 1998 at 15:08:19 (EDT)
Retrato
Vi o teu retrato.
em outro mesa
em outro canto...
Vi o teu retrato.
Quem me dera
Não ter o teu retrato,
mas tê-lo, no canto meu.
Glorinha, Mariana - novembro/98
Maria da Glória Celestino <glorinha@barroco.com.br>
Mariana , MG - Brasil - Saturday, November 21, 1998 at 10:35:50 (EDT)
Retrato
Vi o teu retrato
em outro mesa
em outro canto...
Vi o teu retrato
Quem me dera
Não ter o teu retrato,
mas tê-lo, no canto meu.
Glorinha, Mariana - novembro/98
Maria da Glória Celestino <glorinha@barroco.com.br>
Mariana , MG - Brasil - Saturday, November 21, 1998 at 10:35:01 (EDT)
FANTASMA
Um dia
Ouro Preto
Serei um dos
Teus fantasma...
Te amo!
Te amo tanto
Que não resistirei
Partir sem voltar...
Glorinha - OP, querido, novembro/98
Maria da Glória Celestino <glorinha@barroco.com.br>
Mariana , MG - Brasil - Saturday, November 21, 1998 at 10:29:37 (EDT)
Laço de fita
Só quero você
e um laço de fita.
Me fita,
me enfeita
me enlaça
me estreita
me abraça..
Fito
seu laço
de
fita.
Só quero você
e um laço ..
sem fita
sem nada.
Só quero você,
Presente..
.. com um laço de fita.
Claudio de F. Barbosa <barbosa@gmk.com.br>
Sao Paulo, SP - Brasil - Wednesday, November 18, 1998 at 14:03:21 (EDT)
São Paulo de todas as raças.
Cidade feroz
os olhares distantes
dos mendigos na calçada
simplesmente mentes
Cidade só
metrô quase cego
gente e destino cruzam
o belo é o prédio não o aconchego
Praça, movimento, república
São João, Ipiranga, Avenidas
catedral, cão e camelôs
chegadas e partidas
Viaduto, chá, torradas
museu, monumento, café
cinema, teatro, mulher, travesti
homem, futebol, olé
flanelinha, menino, trânsito
fome, coração, deliquente
furto, família, ninguém
comida, sopa quente
autoridade, flagrante, renovação, corrupção
edifício, veículos, atropelamentos
artista, prostituta, vida difícil
homossexual, pessoa, sentimentos
cidade coração atroz
asfalto, semáforo, pedestre
chuva fina, revista pornográfica
tiro no escuro, desastre..
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Thursday, November 12, 1998 at 20:16:42 (GMT)
Quando???.
Será que vivemos numa democracia ou ditadura velada?
Para que serve à liberdade de expressão ?
Para quem legisla o Congresso Nacional?
Quando será ouvida a voz do povo?
Quando serão equacionados os problemas nacionais?
Quando as promessas eleitorais serão cumpridas?
A consciência terá a força de um milhão de baionetas.
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Monday, October 26, 1998 at 17:49:58 (EDT)
Canção do novo mundo
O salvador virá num dia qualquer. Não terá nome, nem forma. Apenas sussurrará nos ouvidos de quem souber ouvir.
A canção alcançará o mundo tornando-o melhor. O novo mundo virá sem qualquer alarde.
O homem entenderá a canção e ela tornar-se-á canção do novo mundo.
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Monday, October 26, 1998 at 17:45:23 (EDT)
Canção do novo mundo
O salvador virá num dia qualquer. Não terá nome, nem forma. Apenas sussurrará nos ouvidos de quem souber ouvir.
A canção alcançará o mundo tornando-o melhor. O novo mundo virá sem qualquer alarde.
O homem entenderá a canção e ela tornar-se-á canção do novo mundo.
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Monday, October 26, 1998 at 17:44:23 (EDT)
viajei com você/caminhos verdes e claros/Olhávamos pela janela/e ríamos/Você estava calmo/eu impaciente/Viajei com você/mas não quis/e não quero/os seus bons conselhos.
neuza nogueira
porto alegre, rs - Brasil - Saturday, October 24, 1998 at 22:23:03 (EDT)
Desmanchamos os pensamentos/No puro prazer do amor/Nas lembranças que nos pintam de esperança/Na mútua presença que traz o fato do sonho/ /Talvez por isso, da janela,/O tempo nos observe, risonho...
Galdino Moreira <GMoreira.TCM@pcrj.rj.gov.br>
Rio de Janeiro, RJ - Brasil - Wednesday, October 21, 1998 at 10:01:24 (GMT)
ESSÊNCIA
Flávio de Andrade
Respiro teu espírito e amo a tua essência
Nessa comunhão perfeita, delicio-me em ti
Busco o entrelaçamento de nossas auras
Para reluzirmos nas nuvens, em gozos púrpuros
Quanto teremos que nos transfundirmos ainda,
Se essa busca de encantos e prazeres
Torna os nossos dias intermináveis
Mas a nossa existência tão breve?
Imagino-me em outra dimensão
Onde só teremos uma cósmica energia
Continuarei, então, tentando entender
Esse insano desejo de unir nossos sentimentos?
Continuaremos divagando noites adentro
Sobre nossos exercícios de luxurias?
Sentiremos nossos cósmicos desejos, alucinados
Esvaindo-se em jorros de luzes prateadas?
Em meio a esse meio dúbio e ignorado
Procurarei existir-me em ti, até
Que na derradeira hora eu possa
Concluir-me na satisfação de ter tido você.
Flávio Andrade <flaviohap@hotmail.com>
Sao Paulo, SP - Brasil - Monday, October 19, 1998 at 17:16:21 (GMT)
O amor é infinito
(Para Matheus)
I
Seu jeito é sério, mas o coração
é sensível demais.
Seu olhar é meigo e só o
sorriso desfaz
II
Suas coisas são bem guardadas
Em seus poucos anos vividos
O amor é infinito
de seus pais queridos
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Wednesday, September 23, 1998 at 16:44:15 (EST)
Chamamento
(Para Gabriel)
Meu filho me chamou e disse:
Pai eu quero ser feliz
Um pouco perplexo respondi:
Serás feliz se souberes perdoar
Meu filho me chamou e disse:
Pai não sei amar
Um pouco tonto respondi:
Aprenderás sabendo confiar
Meu filho me chamou e disse:
Pai quando irás me abraçar
Sem jeito respondi:
Sempre que me chamar
Meu filho me chamou e disse:
Pai cante uma canção de ninar
Atordoado respondi:
não sei cantar.
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Wednesday, September 23, 1998 at 16:41:47 (EST)
Escrever sem medo de errar.
Eles criticam minha forma de escrever, exigindo rimas e estilo particular.
Eles querem entender a poesia, ajustando o poeta a seu gosto.
Eles procuram a falta e excesso de alguma coisa, mas nunca escreveram uma linha.
A poesia é livre e nunca poderá ter formas preestabelecidas. Caso contrário não será poesia.
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Wednesday, September 23, 1998 at 16:39:34 (EST)
Olhar acolhedor
(para irmã Áquila)
Bendito seja o asilo que me acolheu
e a pessoa de branco que me ajudou
Bendita seja àquela mulher bondosa que me tirou da cruz
cujo semblante lembra Jesus
Bendito seja o asilo que me alimentou
e a pessoa de branco que estendeu a mão
Bendita seja àquela mulher santa
cuja face serviu-me de manta
Bendito seja o asilo que me recebeu
e a pessoa de branco que soube me ouvir
Bendita seja àquela mulher com olhar acolhedor
cuja vida é amor.
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Wednesday, September 23, 1998 at 16:36:38 (EST)
Um passo do abismo.
O Brasil vai para o brejo . De tanto soltar a "corda" do real, o governo perdeu "as rédeas" do plano econômico que o sustentou na primeira eleição e por certo lhe dará um "coice" na reeleição.
A brincadeira de primeiro mundo acabou e a falsa competição com o dólar chegou ao fim como se fosse uma relação amorosa em que uma das partes pedisse o divórcio.
Ocorre que para haver uma separação é preciso um motivo e no banco dos "réus" o "real" explode: não agüentava mais esse tal de "dólar", por isso não há conciliação e o motivo é incompatibilidade de gênio , sendo assim o divórcio se impõe.
Sacramentada a separação, o povo novamente ficou órfão e caminhamos em passos largos para o abismo.
Sozinho o governo insiste em afirmar que tudo vai bem, contrariando as opiniões dos mais abalizados economistas.
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Wednesday, September 23, 1998 at 16:33:10 (EST)
Fernando e o país das maravilhas.
Tudo vai bem em "terras brasilis". A população está contente com a estabilidade da moeda. A mesa do brasileiro tem "frango"? Tem sim senhor. Têm alegria e iogurte? Tem sim senhor. De quebra tem até democracia.
Espere aí e o desemprego, o aumento dos juros e a "quebradeira" das microempresas. Ora o importante é o real, o resto atacaremos com mais quatro anos de mandato.
Vivemos num país maravilhoso e eu sou o mais bem preparado dos candidatos à presidência da República, diz ele, mas ele quem? Ora, ora, o Fernando. Fernando! É o Fernando do país das maravilhas.
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Friday, September 18, 1998 at 16:10:15 (EST)
Ser feliz contigo/// Sobre a mata seca o céu leitoso se condensa/ Queremos ser felizes,/Entortados de tanto rir./ Diretrizes são deslizes/ se amargamos condições inexequíveis/ No galho verde o bem-te-vi canta, se expande e me espanta/ Em frente à estrada existe um credo-em-cruz/Ao teu amor pretendo sempre fazer juz...
Galdino Moreira Neto
Rio de Janeiro, RJ - Brasil - Thursday, September 17, 1998 at 07:01:50 (EST)
OLHAR INDIFERENTE// Tua voz beirava a meia-lua/ Num indo e vindo preguiçoso que magistralmente/ Me indispunha contra qualquer coisa pouco mais que banal/ Assim se desinventavam a campainha e o telefone/ Tendo as cortinas, coitadinhas, com suas rendinhas/ Protegendo nossa azeitada indolência do olhar indiferente do gato.
galdino moreira <GMoreira.TCM@pcrj.rj.gov.br>
Rio de Janeiro, RJ - Brasil - Tuesday, September 15, 1998 at 08:57:21 (GMT)
Por favor clique apenas uma vez/minha vida teima por teimar/por saber o que você fez/naquele dia lindo de luar/- Por favor clique apenas uma vez/corri por todos os cantos/novamente veja o que fez/deixou meu coração em prantos/ - Por favor não clique-me nem mais uma vez/ cansado eu estou a lhe procurar/acabar com minha tristeza de vez/meu coração simploriamente só quer lhe amar. Sartre.
Sartre Gonçalves <nego@brnet.com.br>
Brasilia, DF - Brasil - Monday, September 14, 1998 at 11:29:31 (GMT)
era o moço de olho escuro/
não voltou nunca atrás/
é que perde rosto assim/
vira moção de olho duro/
pode mais olhar pra trás.
Inês Lima <ineslima@hotmail.com>
Lisboa, Portugal - Saturday, September 12, 1998 at 16:34:28 (EST)
No teste que fiz
a nota foi zero
mas eu sabia
tudo
neuza nogueira <neuza@hotmail.com>
porto alegre, rs - Brasil - Saturday, September 05, 1998 at 00:05:50 (EST)
Seus dedos tocam à ferida
(para Irmã Áquila)
Ela é santa
Seus pés tocam no céu
Ela é santa
Sua mãos formam mel
Ela é santa
Seus olhos refletem o mar
Ela é santa
Sua boca é canção de ninar
Ela é santa
Seu cabelo é cobertor
Ela é santa
Seu ouvido é labirinto protetor
Ela é santa
Seus dentes são alegria
Ela é santa
Sua língua é ave-maria
Ela é santa
Seus dedos tocam à ferida
Ela é santa
Seus braços indicam à saída
Ela é santa
Sua vida é amor
Ela é santa
Sua veste é incolor.
Partes de mim
Uma parte de mim é poeta
Outra solidão
Uma parte de mim é coração
Outra razão
Um parte de mim é pecado
Outra oração
Uma parte de mim é crime
Outra perdão
Uma parte de mim é humana
Outra exploração
Uma parte de mim é consciente
Outra destruição
Uma parte de mim é felicidade
outra depressão
Uma parte de mim é normal
Outra obsessão
Sou um país medonho
Sou jovem aflito e carente de afeto
Sou menino quieto e as vezes afoito
Sou a esperança do amanhã
Sou o gosto da maçã
Sou criança infeliz
Sou a boca calada
Sou o rosto tristonho
Sou o replexo de um país medonho
Sou a calçada fria
Sou o tijolo leve
Sou o jornal que aquece
Sou um lamento breve
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Thursday, August 27, 1998 at 15:12:00 (EST)
Saudades do trem
Ah.!, que saudades do trem
Da vida boa, do chiado dos trilhos
Da mãe preta chamando para o café
Ah!, que vontade louca de voltar ao
passado de minha infância querida
dos pássaros, dos amigos, da árvore que plantei
Ah.! Meu peito clama àqueles tempos
de soltar pipas, de bolinha de gude, de pião
da liberdade total de sair do chão
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Thursday, August 27, 1998 at 15:08:08 (EST)
Na terra: Impera quem faz o bem
Caminhe, mas pelos caminhos das flores,
do bom pensamento.
Siga, mas pelas trilhas do bem,
da tolerância.
Chore, mas de alegrias, pelo pão,
pelo trabalho e o dever cumprido.
Lute, mas para alcançar
o bem estar do corpo e do espírito.
Cale-se, somente na presença
do ser imaginário.
Acredite, na terra ,impera
quem faz o bem.
Atanazio Mario Fernandes Lameira <atanazio@seanet.com.br>
Laguna, Santa Catarina - Brasil - Thursday, August 27, 1998 at 15:04:48 (EST)
A COISA /// A luz da estrela morta chega atrasada, inconcebível./ Realidade renitente,/ Indicação da existência de uma coisa a não ser mais,/ Mais o que gravita lá atrás:/ Mariposas ,em vôo confuso e simpático,/ Salientando-se na ardente energia sumida./ E, no entanto, nenhuma obra se conclui...
galdino moreira neto
rio de janeiro, rj - Brasil - Monday, August 24, 1998 at 06:58:59 (EST)
A COISA /// A luz da estrela morta chega atrasada, inconcebível./ Realidade renitente,/ Indicação da existência de uma coisa a não ser mais,/ Mais o que gravita lá atrás:/ Mariposas ,em vôo confuso e simpático,/ Salientando-se na ardente energia sumida./ E, no entanto, nenhuma obra se conclui...
galdino moreira neto
rio de janeiro, rj - Brasil - Monday, August 24, 1998 at 06:55:21 (EST)
A COISA /// A luz da estrela morta chega atrasada, inconcebível./ Realidade renitente,/ Indicação da existência de uma coisa a não ser mais,/ Mais o que gravita lá atrás:/ Mariposas ,em vôo confuso e simpático,/ Salientando-se na ardente energia sumida./ E, no entanto, nenhuma obra se conclui...
galdino moreira neto
rio de janeiro, rj - Brasil - Monday, August 24, 1998 at 06:54:00 (EST)
A COISA/// A luz da estrela morta chega atrasada, inconcebível./ Realidade renitente,/ Indicação da existência de uma coisa a não ser mais,/ Mais o que gravita lá atrás:/ Mariposas, em vôo confuso e simpático,/ Salientando-se na ardente energia sumida./ E, no entanto, nenhuma obra se conclui...
galdino moreira neto
rio de janeiro, rj - Brasil - Monday, August 24, 1998 at 06:44:43 (EST)
DEPENDÊNCIA\
TE QUERO ASSIM,\
COLADO EM MIM,\
COMO MEUS PÊLOS,\
SENTIR NA PELE,\
TEUS LÁBIOS LEVES\
NAVEGAR EM MIM...\
TE QUERO ASSIM,\
DENTRO DE MIM,\
IMPLORANDO PRAZER,\
SEU DESEJO QUENTE,\
INVADINDO MEU SER \
E NUM GOZO SEM FIM,\
SEU PRAZER DEPENDER ...
SÓ DE MIM...
Cida Sousa <sousa@vertentes.com.br>
Oliveira, MG - Brasil - Friday, August 14, 1998 at 20:44:03 (EST)
Bem-te-vindo/// Longe, longe, sempre vindo,/ Há um lugar aonde estou indo;/Da janela, teu sorriso numa flor/ Perfumando a casa toda, porta afora sai,/ Convidando...
galdino moreira neto
rio de janeiro, rj - Brasil - Wednesday, August 12, 1998 at 06:23:24 (EST)
Poesia
Pai - Teatro sem repressão
Nome frágil que conduz a fortaleza
Fenômeno de carinho e sedução
São palavras ríspidas muitas vezes
Que nos perduram na realização!
Breve e solidez total
Objetivo e encantador
Mistura poética e vibrante
Aquecendo-nos com solidariedade!
Sóbrio, sábio e saudosista
Enxerga na mente a sabedoria
Carrega no pulso o caráter
Transmitindo-nos com categoria!
Na raça está a valorização
No espelho inclui as sombras
No rosto entrega as cicatrizes
Nos ombros a fragilidade de um Deus!
Vida, verde e vaidade
Termos que inibem o instinto
Vivendo épocas de satisfações
Aceitando e aprendendo a errar!
Seu paternalismo é sublime e invejável
Que altera conforme o seu momento
Seu passado é eterno teatro sem repressão
Que enfoca a cautela e consciência!
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Beatriz F. Cadorini Zeringota – Educadora, escritora, pós-graduada Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero São Paulo/SP.
Home Page http://www.tanger.com.br/bia
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Beatriz F. cadorini Zeringota <zeringota@internetcom.com.br>
SP, SP - Brasil - Monday, August 10, 1998 at 18:43:48 (EST)
Livre /
Ser livre/
como o vento,/
que embala o bambuzal/
e leva com ele as folhas/
sem rumo certo.../
E me guiar/
arrancar do chão/
a terra seca/
e levar ao ar/
Nada mais ser/
a não ser/
tão livre quanto o vento...
Cida Sousa <sousa@vertentes.com.br>
Oliveira, MG - Brasil - Saturday, August 08, 1998 at 22:45:34 (EST)
Quadro de Avisos/// Volte pra mim, morena,/ Me venha toda.../ Que no sereno do desespero/ Eu te espero,/ De alma sôfrega/ ...........
Não te espero mais,/ E você nem se importa com isso./ O que mostra ser a vida uma coisa muito boa;/ A solidão, benigna,/ A placidez do céu, atroz.
galdino moreira neto
rio de janeiro, rj - Brasil - Friday, August 07, 1998 at 06:42:43 (EST)
Quero esquecer/ que há problemas/
quero dormir/ Quero entrar naquele abismo/que me faz em nada/Quero depois acordar/faminta e perspicaz.
neuza nogueira <neuza@hotmail.com>
Porto Alegre, RS - Brasil - Wednesday, August 05, 1998 at 14:31:57 (EST)
A Prisão Transparente/// Este/ É um bilhete bem curto:/Olhei para o copo/E vi um rosto morto./
(Mas era um risco de vida/Tremulando na parte oca;/ Era tão somente uma leve mosca,/Incauta, esquecida,/ A roçar o vidro,/ A me pedir perdão)
galdino moreira neto
rio de janeiro, rj - Brasil - Tuesday, August 04, 1998 at 06:25:24 (EST)
Máscaras
Meu palco é a Cidade
onde a vida se insere
e ensaia um drama, um ato,
mascara, disfarça,
só mostra pedaços do que eu sou.
E o que será
que é sonho
e o que é concreto ?
Não sei,
mas eu corro, eu tenho pressa,
eu não sou essa que se mostra,
no palco da Cidade,
de fantasias expostas
em vitrines mentirosas.
Renata Albrecht <vetti@coastalway.com.br>
Santos, SP - Brasil - Sunday, August 02, 1998 at 19:49:33 (EST)
hoje me matei três vezes/
hoje/
morri...
quando te vi/
te senti/
e te perdi...
Cida Sousa <sousa@vertentes.com.br>
Oliveira, MG - Brasil - Monday, July 27, 1998 at 22:06:29 (EST)
Voltei noite fria,
sem fonte de prazer,
desejo de se ter...
e se estou com ti solidão,
não é porque me esqueci,
e sim porque tens meu perdão...
Cida Sousa <sousa@vertentes.com.br>
Oliveira, MG - Brasil - Sunday, July 26, 1998 at 21:05:53 (EST)
OFERTA
Preparo um doce
como quem prepara a terra para uma flor.
doce de flor de maracujá,
cuja beleza a mãe Natureza
nos presenteia.
Doce caseiro...
seu único tempero -- um beijo.
beijo cravo e canela
Depois do mimo pronto
oferto aos meus companheiros
que foram pescá
Pescador há de entedê
a doçura simples que é misturá
beijo peixe e maracujá.
Virgínia Aparecida de Oliveira <virginia@net-k.com.br>
Indaiatuba , S.Paulo - Brasil - Friday, July 24, 1998 at 17:17:04 (EST)
Deixar sobre a página da vida/ mais que o bilhete suicida de Milano/ Sentir-lhe o peso/
participar ativamente/ da cópula absoluta com o universo/
Gozar para além dos dias/ e do que eles nos trazem/
Conduzir no sangue/ as notícias todas dos jornais/
e o cheiro de deus/ que é leite, esperma, piche,/ plástico, pólvora e maresia/
Ouvir,/ no silêncio das coisas/ o rugido do cosmo/ - Rugir também.
Benon Moreira de Menezes <benon@starmedia.com.br>
Maceió, AL - Brasil - Monday, July 13, 1998 at 05:16:53 (EST)
Amor nenhum me basta
antes me castra
Não me falem de ninfas
descontroladas
infantis angústias de gente grande
ou Príapo ansiando a morte
Não quero a apoteose falsa
das paixões românticas
A babaquice de Penélope
O suicídio de Romeu
Dêem-me
-Bandeiralisticamente-
A mulher que quero
na cama em que for possível.
Benon Moreira de Menezes <benon@starmedia.com.br>
Maceió, AL - Brasil - Monday, July 13, 1998 at 05:10:38 (EST)
Um retrato seu
e meu coração doeu
você tão bonito
sorrindo
para o vazio
que sou eu
neuza nogueira <neuza@hotmail.com>
Porto Alegre, RS - Brasil - Tuesday, June 30, 1998 at 17:00:12 (EST)
O espelho do meu quarto
Se queixou do seu reflexo
É que eu andava meio triste
E meu olhor, meio convexo
Regina Souza Vieira <reginasv@netgate.com.br>
Rio de Janeiro, RJ - Brasil - Sunday, June 28, 1998 at 15:21:52 (EST)
O CANDIDATO / Ensaiou/ Uma ternura candente/ Se abraçou/ À criança sorridente/ Que lhe entregava/ Com humildade/ O molho de chaves/ da cidade.
galdino moreira <galdino moreira neto/dgf-saa/tcm@tcm>
rio de janeiro, rj - Brasil - Thursday, June 25, 1998 at 07:41:38 (EST)
Quer do palhaço/ O que sempre teve:/ O estardalhaço interior/ Tão dúbio e engraçado/ Quanto o do seu riso;/ O seu dente de siso.
galdino moreira <galdino moreira neto/dgf-saa/tcm@tcm>
rio de janeiro, rj - Brasil - Thursday, June 25, 1998 at 07:38:39 (EST)
hoje parei para pensar no que diria John Bunyan (um psicanalista), que existem dois dias na semana que não me desesperam jamais. Dois dias despreocupados, religiosamente livres de medo e apreensão. Um desses dias eh ONTEM. E outro eh AMANHÃ.
Genial ! Faça o mesmo, apague o ontem, que jah não existe, colhendo apenas as lições que deixou. Risque as preocupações com o amanhã que ainda não despontou.
Nosso compromisso, projeto e vida eh hoje, agora, aqui. neste momento. Portanto, seja feliz!
Juliano Pagotto <juliano@netyou.com.br>
Piracicaba, SP - Brasil - Saturday, June 20, 1998 at 13:32:58 (EST)
Tinta Fresca/// Janela de barca/Discreta busca/ O viajante
esquadrinha o baixo mar um tanto azul/ Novo e quebrado e velho e
largado se escoram/N'antiga cidade/Importância menor da manhã
nova de tênue neblina/Bucho de lancha/Espiões de esquina/Papos
fora ao mar/ E eis que o velho conhecido/Que passa em falso
esbaforido/Divide comigo a feliz intenção de fingir que não
nos vimos.
galdino moreira neto <galdino
nunes pires/dgf-saa/tcm@tcm>
niterói, rj - Brasil - Tuesday, June 09, 1998 at 06:57:05 (EST)
RECORDE ESTAS PALAVRAS... (Inspirado no conto do livro
INTERMÉDIO LOGOSÓFICO, de RAUMSOL). Velava o pai doce sono de
seu filhinho querido, inspirado nesse amor, escreveu-lhe estes
conselhos: Não deixe de se alimentar, para nutrir seu corpinho.
Flexível e vigoroso há de ser ele todinho. Brinque, brinque,
brinque muito, mas, porém seja ordenado, neste mundo que é só
seu, sem deixar nada jogado. À noite quando deitar, leve aquilo
que mais gosta com ele fique até que durma, guia será em seus
sonhos, e alegre o seu despertar. Não encarinhe o mais da conta
com suas vestes e roupinha e as conserve em bom estado. Mude-as
quando estragadinhas. Obedeça aos seus pais. Ceda e fique
quietinho, quando não tenhas razão. Umas vezes a terás,
entretanto, em outras não. Faça da vida um estudo. Dele a mente
necessita pra fortalecer o espírito, alimento indispensável.
Seja sempre dócil a tudo, que é indicado pra seu bem. Obedeça
à professora e ao seu sentir também. Quando seja obrigado mudar
por qualquer motivo, os seus jogos preferidos, manifeste o seu
valor tendo muita paciência e não perca o bom humor. O que
afete o seu sentir, não devem ver seus olhinhos, A vazias
palavrinhas, também não dê ouvidinhos. Busque sempre a
seleção, daqueles seus amiguinhos. E procure ficar junto desses
bons companheirinhos. Pergunte sempre a seus pais, o que você
quer saber, mas não distraia a atenção nas coisas que não
interessam. Seja muito cuidadoso com seus cadernos e livros,
anotando o que aprender e evitará com isso, muitas coisas
esquecer. Acostume a não mentir, mesmo que com isto sofra
injustiças e tristeza. Preservará seu sentir. Quando grande
você for, ensinarei como deve defender-se com valor dos
indivíduos que mentem sempre pra prejudicar. Refreia sempre os
impulsos. Sê enérgico e não violento, justo sem ser exigente,
dos outros tolere as faltas, com rigor reprime as suas.
demonstrando ser valente.
MARCO AURÉLIO BICALHO DE ABREU CHAGAS <marcoaurelio@achei.net>
Belo Horizonte, Minas Gerais - Brasil - Saturday, June 06, 1998
at 10:09:03 (EST)
" A DISCRIÇÃO DO ARTÍFICE (Inspirado no conto do livro INTERMÉDIO LOGOSÓFICO, de RAUMSOL). Tinha um escultor por costume, quebrar pedras noite e dia e aos que por ali passavam que indagavam, respondia: - corto essas pedras porque nada tanto me entretém que contar os pedacinhos. Isso muito me convém. Passado, então, algum tempo a todos surpreendeu, o laborioso artífice. Vejam só o que aconteceu! Diante de olhos assombrados fez que o véu decerrassem, de grande e formosa estátua, pra que eles a admirassem. E assim falou o escultor: - se tivesse anunciado o que fazer me propunha teria algo realizado? Com conselhos dispersivos teriam me importunado e certamente o trabalho não teria terminado. E deste relato surge a real necessidade de não expor os projetos. Isso é uma realidade. Deve ser bem protegido, todo projeto valioso com o véu da discrição, dos olhos do curioso. É preferível mostrar a real fecundidade do nascente pensamento com fatos e sem alarde. *** Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas
A MOSCA (Inspirado em conto do livro INTERMÉDIO LOGOSÓFICO, de RAUMSOL). Pela sujeira e o esterco depois de muito voar, sobre um potinho de mel, uma mosca foi pousar. Ficaram presas as patinhas nesse suco coloidal, sentiu que afundando ia cada vez que remexia. Uma e outra vez voar sem resultado, tentou. Cansada e sem esperanças ali mesmo agonizou. Quantos há igual que a mosca, pela doce sugestão, atraídos às coisas fáceis nelas afundando vão. Incapazes o mistério, encerrado perceber, domínio do objeto, presumiram exercer. *** Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas HISTÓRIA DE CINCO ROSAS (Inspirado em conto do livro INTERMÉDIO LOGOSÓFICO, de RAUMSOL). Florescia uma roseira, num parque, em belo jardim, em meio a dálias e cravos, jacintos e um jasmim. Tão formosa e bela planta, cinco rosas nela havia. A mão do homem dentre todas, as mais belas escolhia. Um casal enamorado, em gesto de eterno amor, desprendeu do tenro talo a obsequiosa flor. Aquela rosa murchou, com carinho foi guardada dentre as prendas mais queridas da menina enamorada. Junto à roseira um vaidoso passou, retirando ua rosa a colocou na lapela, indo embora todo prosa. Não bem a rosa murchou, perdeu a finalidade, no lixo ele a jogou, não mais convinha à vaidade. Beijando a terceira rosa, a mãe sofrida a pegou, nas mãos do filho inerte em pranto a depositou. Foi achada a quarta rosa entre as mãos de um suicida. Cena triste dolorosa. Epílogo de uma vida. Em seu talo a quinta rosa sempre ali permanecia para contar essa história, nos anos que renascia. Perguntaram à quinta rosa, - por que não conta você a sua história também, nesse eterno florescer? Turbada a flor legendária, revelando o seu sofrer, sou a alma deste corpo, em constante padecer. Nem todas as minhas rosas têm elas igual destino, nem posso levar a culpa de tão cruel desatino. _______ O pai não pode ter culpa, por filhos haver gerado, que não souberam o seu nome conservar e tê-lo honrado. Sempre por aparências é temeroso julgar. Há muitos segredos íntimos, que as flores vêm a guardar. *** Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas
MAIS PODEM MUITOS QUE UM (Inspirado em conto do livro INTERMÉDIO LOGOSÓFICO, de RAUMSOL). Certa vez, faz muitos anos, um rude homem caminhava, subindo alta montanha e com a riqueza sonhava. Logo encontrou uma pedra, que segundo pressentiu, ocultava um tesouro e empurrá-la decidiu. Com energia e muita força a empurrava noite e dia, entrentanto a enorme pedra nem por instante se movia. Muito velho e quase exausto os anos foram passando, com o mesmo resultado seguia ainda empurrando. Passou por ali um dia um ser mais inteligente que aquele ancião tão rude, interrogando o motivo de obstinada atitude. Inteirando-se do assunto, ao esgotado velhinho, buscou que outros o ajudassem a liberar o caminho. A pedra ocultava ua gruta, que um tesouro guardava. O rude homem em sua luta morreu antes da empreitada. Todos, então, empurraram e a grande pedra cedeu e pra surpresa das gentes o tesouro apareceu. Mais podem muitos que um. Daí se extrai a lição de como é muito importante o esforço com união. A ignorância é a pedra que devemos derrubar, com o concurso de muitos, para o saber encontrar. Descoberto esse tesouro, também da felicidade, ele muito servirá para o bem da humanidade. *** Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas. B.Hte., 18 de novembro de 1991.
BASES DA BOA CONDUTA (Inspirado no livro BASES PARA TUA CONDUTA, de RAUMSOL). Surgem somente as idéias quando há esforço mental. Essa só linguagem entendem. Isso é muito natural. Não se queixe nunca, nunca, por muito ter que fazer. Isso o tornará simpático, mas sincero deve ser. A inteligência ao esforço, muito unidos devem ser, para trabalhando menos, mil coisas poder fazer. O trabalho quando é feito, com alegria e vontade, nos faz desfrutar da vida e nos traz felicidade. Uma conduta meritória é a única oração que Deus admitiria do fundo do coração. É sinal de consciência o uso da atenção. É de vital importância para a nossa evolução. Só pelo conhecimento de Deus me aproximarei, e pela via sensível sua presença sentirei. Devem reger nossa vida, como verdades os conceitos, que a evolução ajudam, conscientemente aceitos. Sempre é bom fazer o bem para o mal eliminar, deve ser a nossa luta que evita o endividar. Todas elas passageiras, as reações devem ser, e não durem mais que um tempo se eu as não puder conter. Ser útil em todo momento, é algo recomendável dentro da realidade, de acordo com o razoável. De cada fracasso eu devo extrair o elemento que me faltou pra vencer com a luz do conhecimento. Quando a luta seja amarga otimista eu devo ser pra transformá-la em doce e o meu ser fortalecer. Tem que ser tudo na vida feito com muito valor que é uma força estimulante, antítese do temor. Ser valente é demonstrar segurança pessoal, pois está ela apoiada em grande valor moral. É sentida pelo ser, quando se troca o temor, a alegria de viver, pela força que é o valor. Da natureza devemos, o seu exemplo seguir, ao renovar como os rios as águas do existir. A felicidade é algo que a vida nos oferece; pequenas porções de bem que com saber permanece. Razão de ser da existência do homem aqui nesta terra: é o saber, sua tarefa, que grande estímulo encerra. É exigência da lei, ser grato ao bem recebido, e merecedor será do que lhe é oferecido. *** Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas B.Hte., 23 de outubro de 1991.
QUERIDA PROFESSORA Dentre as artes que existem, uma mais bela não há, e nem mais gratificante, que é a arte de ensinar. Não basta com transmitir, para alguns conhecimento, é preciso que a vida seja todo um ensinamento. No seio da Criação, não existe ser vivente, com faculdade tão nobre, esse dom de ser docente. A professora que ensina, com a mente e o coração, o que sabe aos seus alunos, nossa eterna gratidão. *** Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas B.Hte., 25 de setembro de 1989. A NOBRE MISSÃO DOS PAIS Pai e Mãe, em harmonia, os filhos têm que educar, pois cabe ao casal humano, tão nobre missão cuidar. Pelo pensar e sentir, cabem aos pais encaminhar, os passos dos pequeninos, nos caminhos do andar. Sábios conselhos levar, necessária advertência, aos filhos devem chegar, colhidos da experiência. Mas tudo isso, entretanto, é mil vezes compensado, ao vermos em nossos filhos, um sorriso estampado. Não resta aos pais outra coisa, que ao Criador agradecer, pela divina missão de educar um novo ser. *** Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas. B.Hte., outubro de 1990.
O AMOR Necessita o amor pra que seu volume aumente, de uma fonte de estímulo, direto e bem consciente. E do verdadeiro amor nunca devem se ausentar, abnegação, sacrifício, necessários cultivar. ***
A ALEGRIA DO TRIUNFO A alegria do triunfo não posso experimentar, se não me disponho sempre, em todo instante lutar. *** Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas B.Hte., 1 de novembro de 1991.
PARA SER ALGUÉM... Pra ser alguém é preciso, sobressair
ao vulgar, ser verdadeiro em tudo, e o propósito alcançar. De
que valem os esforços, e as energias também, se inexiste a
orientação, pra conquista deste bem! Unida a força de um, aos
demais maior será, fortalece assim o espírito, pra nessa luta
marchar. Na busca deste ideal, de se ser o que se quer, deve se
deixar de ser, tudo aquilo que se é. *** Marco Aurélio Bicalho
de Abreu Chagas B.Hte., 21 de novembro de 1980.
MARCO AURÉLIO BICALHO DE ABREU CHAGAS <marcoaurelio@achei.net>
Belo Horizonte, Minas Gerais - Brasil - Saturday, June 06, 1998
at 10:07:08 (EST)
MAPA/// Aqui tem uma garrafa/ - de aguardente, se quer
saber/ Vai, mapa, entra na garrafa/ E se fecha sobre o seu
segredo/ Irá viajar, percorrer o mundo/ Descontroladamente
finito/ De fossas, esgotos, valões./ acabará espatifando-se
nalgum lugar/ E do segredo sobrarão/ Apenas cacos
galdino moreira
niterói, rj - Brasil - Wednesday, June 03, 1998 at 07:02:44
(EST)
A Direção/// No começo é a mesma coisa/ A ansiedade
evapora no medo satisfeito / (o corpo brilha de ilusão)/ No bojo
da aparente loucura/ A aguda,/ Incômoda clareza/ Piscando seus
olhos postiços na direção.
galdino moreira
niterói, rj - Brasil - Wednesday, June 03, 1998 at 06:51:57
(EST)
Viajar? Venha de onde vier Vá para onde quiser Mas
não leve um qualquer Viaje com quem mais lhe convier Use seus
instintos e sentimentos Reflita direito E tome uma decisão Só
assim saberei O que fala o seu coração E te amarei Por
acreditar em você E em sua decisão. ©Jony Lan
Jony Lan <vnn@horiz.com.br>
Belo Horizonte, MG - Brasil - Sunday, May 31, 1998 at 13:39:48
(EST)
Dias de frio Agora é verdade/já tô indo embora/e
você...você vai ficar/tô levando meus sonhos/e alguns cacos de
vida/que você varreu/tô levando uma mala/com a hipocrisia/que
eu vestia/tô levando o prazer/que você não pode me tomar/e
toda alegria/que eu não posso devolver/Mas deixo a ilusão/e o
porta-retratos vazio/pra que reescreva tua história/longe dos
dias de frio.
Fernanda <fpalmeida@fractal.com.br>
Santos, SP - Brasil - Wednesday, May 27, 1998 at 20:11:25 (EST)
já não sou mais sozinha, privatizei a solidão; E agora
ela é só minha...
Cida Sousa <sousa@vertentes.com.br>
Oliveira, MG - Brasil - Saturday, May 23, 1998 at 22:29:35 (EST)
TRAMPOLIM /// Ele bolou bem/ A parada/ Ele bolou bem/ A
parábola.
galdino moreira
niterói, rj - Brasil - Friday, May 22, 1998 at 06:51:43 (EST)
SAUDADE /// Onça,/ Se pode,/ Me ouça./ Meu cangote maduro
se acaba em lamúrias/ Meus chinelos sentem falta dos seus pés
por aí...
galdino moreira
niterói, rj - Brasil - Friday, May 22, 1998 at 06:26:23 (EST)
Surge do nada e vem de repente / Passa, repassa, me avista,
me abraça / Flutuo contente / Agora sou leve sou livre, sou
tempo / Estou de passagem, sou só sentimento / Sou ondas de
plumas, frescor, movimento / Sou eternidade imortal, ao relento /
Sou corpo sem vida na vida do vento /
Luana de André <lu_linha@hotmail.com>
São Paulo, SP - Brasil - Thursday, May 21, 1998 at 08:27:49
(EST)
Não É /// É/ Pode ser/ Pode haver/ Morre o ser/ Que a
meu ver/ Não pode, jamais poderia ser...
galdino moreira neto
niterói, rj - Brasil - Friday, May 15, 1998 at 06:24:13 (EST)
Eu perdi pra quem me ganha cerco quem me ama detenho o que
me faz santo e impuro e antes da hora santa peço sua mão vigio
tua visão esqueço meu perdão Me faço viver de ilusão.
Vinicius P. do Nascimento <vininho@uol.com.br>
São José dos Campos, São Paulo - Brasil - Thursday, May 14,
1998 at 18:08:51 (EST)
ORAÇÃO/// Os passarinhos, da janela,/ Coraçõezinhos à
capela,/ Conjuram o amor, que tudo nivela./ E o peito por ti.../
Enfuna-se em vela.
galdino moreira
niterói, rj - Brasil - Thursday, May 14, 1998 at 06:38:52 (EST)
BIBELÔS // Não me desfaço das minhas sujeiras/ Costumo
varrê-las para debaixo das feridas/ Onde fermentam, agradecidas/
Carinhosamente me corroendo a vida.
galdino moreira
niterói, rj - Brasil - Thursday, May 14, 1998 at 06:35:51 (EST)
Engrenagem (Construção do omelete barato) // Nós,/
Corações,/ Podemos/ Castelos de cartas.
galdino moreira neto
niterói, rj - Brasil - Wednesday, May 13, 1998 at 14:41:48 (EST)
Nestes retratos/ Publicados no jornal/ As crianças
desaparecidas:/ Velhas esperanças andarão ainda por aí?// O
brilho pardo destes olhos mirins;/ Impressões imprecisas,
inocências calejadas.../ Uns olhinhos mal-esboçados apagando,
no horizonte,/ Expressões impressas de quem pode já não mais
haver.// Nos retratos indiferentes,/ Acenando a qualquer quem./
As desgracinhas miúdas, se descolorindo,/ Têm um ar alheiro de
futuro extinto./ Seus rostinhos sorridentes, mudos,/ Formam
quadros absurdos.// Sumidas crianças/ Cujas esperanças podem
ainda estar por aí.../ Dores absolutas, desencontros de culpas,/
raptos sem luta,/ Filhotes a piar no infortúnio.
galdino moreira neto
niterói, rj - Brasil - Wednesday, May 13, 1998 at 14:40:15 (EST)
No limiar do desespero // Bom dia, Dona Araponga/ Como vai
o seu firme canto?/ Quero chamar de uma antiga dama/ A atenção
para o meu pranto/ Estou sem forças/ E vivo de dor.
galdino moreira neto
niterói, rj - Brasil - Wednesday, May 13, 1998 at 14:28:07 (EST)
Mudança//Desde que te vi/ Não me conheci/ Às vezes me
vejo sujeito feliz/ Tonto e feliz/ E admiro com gosto a paisagem
das damas que passam/ Vestidas de ti.
galdino moreira neto
niterói, rj - Brasil - Wednesday, May 13, 1998 at 14:25:40 (EST)
O AMOR... AMOR É A ESSÊNCIA DA VIDA; É UMA ENTREGA
TOTAL,DE TODA PUREZA DA ALMA, CONTIDA EM UMA CARÍCIA,EM UM
OLHAR,UMA PALAVRA,OU MESMO NO ÊXTASE DA LOUCURA...
Cida Sousa <sousa@vertentes.com.br>
Oliveira, MG - Brasil - Tuesday, May 05, 1998 at 23:36:04 (EST)
De repente me vem Me bate a saudade Do tempo que sonhar
não era sonho Que o sonho era minha realidade Saudade de mim
Não assim, como me encontro agora Saudade do sonho que um dia
fui
Karina Resende Pillat <pillat@plugon.com.br>
Sumaré, SP - Brasil - Sunday, May 03, 1998 at 01:06:05 (EST)
..o meu silêncio...do mundo..das madrugadas..onde somente
estrelas murmuram no salão nobre do céu ...Lá está o respeito
pelo meu silêncio, pelo meu amor, pelo carinho do tamanho deste
silêncio universal pelo que eu sinto neste momento por vc. Em
resumo, sem palavras....
Silvia Ricardo <jsltda@mandic.com.br>
São Paulo, Capital - Brasil - Wednesday, April 29, 1998 at
21:27:17 (EST)
É assim:.....dividido. Ir a frente de mim mesmo rápido e
fugitivo da realidade objetal....e voltar a procura do outro eu
sentimental já apressado pela ânsia de partir. Me abraçar. Me
envolver em momentos de delirio do corpo total resgatado.
Percepção total de mim, do eu rachado e corroido. Mas novamente
sigo....de longe me chamo. O mundo para tras e eu de mãos dadas
comigo mesmo sem conseguir me acompanhar.A divisão perfeita. Sou
um em dois unido em um. A infelicidade perfeita.
Mac <mbv@uol.com.br>
SJDR, MG - Brasil - Monday, February 23, 1998 at 18:39:19 (GMT)
ADEUS. Antes você era vida.Agora lágrima. Uma mão e um
gesto de adeus. Os labios tremem como quem teme o diluvio. Apenas
um soluço inquietando o horizonte, virando saudade. Uma brisa
suave balança a flor e a lágrima. Olhos vazios. Corpo vazio e
um grito la dentro brincando com o infinito que sou. Brincando
com o nada. Sob os pes a estrada foge. Vazia. Diante dos olhos os
sonhos fogem. Silenciosos. No rosto suado a brisa suave balança
a lágrima, balança a esperança, balança o vazio, balança o
coração, seca a lágrima, desfaz a ilusão. Adeus....
Mac <mbv@uol.com.br>
SJDR, MG - Brasil - Monday, February 23, 1998 at 18:32:14 (GMT)
Vento / bruto / imprevisível / rajada / selvagem /
silenciosa / Rosa / petálas frágeis / meio segundo / rosa
desfolhada...
Flávio Villa-Lobos <fafs513@correionet.com.br>
Campinas, SP - Brasil - Thursday, February 19, 1998 at 11:51:49
(EST)
Na Ante-sala da Morte Na Ante-sala da
Morte/inda restos corpo, meu ser,/suicídio contra vontade/razão
das ansiedades partir./Final de uma história/epílogo consorte
das dores,/tombar incessante dos sonhos/sentir-se solto, espaço
horrores./Um adeus, nada mais amanhã,/voltar da viagem
perdido,/lágrimas sangue, víscidos sais,/estrada sem graça,
outro destino./Da paixão conta o vício/drogas naturais,
ilusão,/ser que sucumbe, últimas horas,/posto seu corpo, morto
à razão./ Estevão F. Ribeiro
Estevão F. Ribeiro <rffu@refap.petrobras.com.br>
Esteio , RS - Brasil - Tuesday, February 03, 1998 at 15:56:06
(GMT)
Fogo fátuo... Fato, Fogo... Fogo ,
Tato, Fato, Ato!
Ricardo Ribeiro <ricribeiro@base.com.br>
Campinas, S.P. - Brasil - Monday, January 26, 1998 at 13:47:41
(GMT)
" as vezes chove, as vezes se
chora. mas pra onde vai a mágoa , depois que a água evapora
??"
Rosana Hermann <.>
São Paulo, SP - Brasil - Thursday, January 22, 1998 at 18:25:04
(EDT)
Eu! Quem? Eu! Eu quem? Quem? Eu? Eu...
Ninguém!
Ricardo Ribeiro <ricribeiro@base.com.br>
Campinas, S.P. - Brasil - Wednesday, January 21, 1998 at 08:18:06
(EDT)
tempo frio altas horas da noite abro
minha casa à madrugada como se fosse tua planejada visita dou
boas-vindas, sirvo drinks - jazz de um Chet Baker genial rasgo o
peito e desnudo-me na esperança vã - teu perfume, almíscar
esquecido nos lençóis da manhã
Flávio Villa-Lobos <fafs513@correionet.com.br>
Campinas, SP - Brasil - Wednesday, January 21, 1998 at 01:44:58
(EDT)
A tarde esforça-se Para que as
pálpebras Não se encontrem, Trazendo-te a noite Em horas
vespertinas. A geometría do espanto Entreabre o compasso Do teu
medo, que gargalha Insone nos olhos do teu día. E eis que
invisíveis respostas Instalam o verso de um sorriso Em tuas
pupilas trasnoitadas, E o amanhecer desabrocha Sereno, no
crepúsculo que a tarde Vai tecendo sem descanso. (É a tal da
esperança Que não vai nem morre.)
Bruno Campel <bruno@kampel.com>
HUdiksvall, Halsingland - Suécia - Friday, January 16, 1998 at
14:19:55 (GMT)
NA MINHA RUA Na minha rua morava, faz
tempo, um lindo rapaz, e sempre que passava moça da janela
olhava e, sempre que olhava, sorria e, sempre que sorria,
sonhava... Na minha rua mora, faz tempo, um pobre ancião, ainda
passa e, passando, olha a moça que sonhava, sorrindo... Tão
cego , coitado! Ainda não se deu conta! A janela esta fechada, a
moça que sonhava, não sorri, não olha, morreu !
Sandra Butcher <butcher@ibm.net - sandbutc@mandic.com.br>
São Paulo, São Paulo - Brasil - Saturday, January 10, 1998 at
11:08:22 (EDT)
Teste OK
Cantinho <webmaster@cantinho.com>
Brasil - Friday, January 09, 1998 at 01:12:42 (EDT)
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